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Empreiteiros dos EUA no Kuwait denunciam abrigo e cortes salariais na guerra com Irã

Funcionários da V2X em bases americanas no Kuwait relatam bunkers precários, cortes de horas e pouca comunicação sobre evacuação durante ataques iranianos

Kuwait City, Kuwait, in the aftermath of strikes by Israel and the US on Iran, on 28 February.
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  • Trabalhadores contratados pela V2X Inc. em bases americanas no Kuwait dizem ter abrigo inadequado, com bunkers sem iluminação e ventilação adequada, e tiveram redução de horas de trabalho após ataques com mísseis.
  • Segundo os relatos, a empresa enviou apenas um alerta de emergência pouco antes dos ataques, deixando empregados sem instruções claras de segurança ou de evacuação.
  • Os funcionários afirmam que, enquanto militares foram evacuados, contratados civis permaneceram no país, enfrentando recepção de menos apoio e comunicação limitada da empresa.
  • As horas pagas foram cortadas de doze para oito por dia após o fechamento de bases e redução da força de trabalho civil, com salários próximos a vinte dólares por hora mencionados por um dos trabalhadores.
  • Preocupações adicionais incluem água potável limitada e incerteza sobre suprimentos futuros, em meio a ataques na região que atingiram Emirados Árabes, Doha e o Kuwait.

Oito trabalhadores contratados pela empresa de defesa V2X Inc. relatam condições precárias em bases dos EUA no Kuwait durante ataques com mísseis iranianos. O material descreve bunkers de proteção inadequados, horárias reduzidas e pouca comunicação sobre segurança e evacuação.

Os relatos são de funcionários em Camp Arifjan e Camp Buehring, que afirmam não ter recebido instruções claras da empresa sobre procedimentos de contingência. Um empregado pediu anonimato por temer represálias.

A V2X não respondeu até o fechamento deste texto. A empresa atua no apoio logístico às operações dos EUA no Kuwait, sob contrato LOGCAP V, envolvendo mecânicos, estoquistas, cozinhas e suporte de TI.

Contexto regional

No sábado, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios após ações dos EUA e de Israel contra o país. Entre os alvos, houve ataques a bases militares na região e a infraestrutura civil no Golfo.

Situação dos trabalhadores em Kuwait

Segundo as informações, a empresa enviou um alerta interno sobre a necessidade de buscar abrigo, com instruções para se moverem aos bunkers mais próximos. Produtos de proteção pessoal como capacetes foram citados no comunicado.

Trabalhadores adicionais afirmam que as instalações de proteção variam entre túneis de concreto abertos e estruturas com portas metálicas, sem iluminação adequada ou ventilação suficiente. Em geral, a comunicação com a direção aparece como limitada.

A paralisação de atividades e a volta de efetivos militares para evacuação recentes deixaram o grupo de contratados mais exposto, segundo relatos. Horas pagas teriam sido reduzidas de 12 para 8 por dia após as interrupções.

A situação envolve ainda questões de kafala e permissões de saída, que, segundo os trabalhadores, dificultam a saída de Kuwait sem autorização do empregador. O tema gera preocupação sobre o bem-estar e a segurança das equipes.

Missões de apoio logístico em Kuwait envolvem testes de água potável, já que a água local é considerada imprópria para consumo direto. Reservas de água engarrafada são citadas como suficientes apenas para alguns dias.

O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Hormuz, elevando a tensão na região. Autoridades locais relataram impactos aéreos e danos materiais em diversos pontos do Golfo durante o fim de semana.

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