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Suposta espiã russa enfrenta até cinco anos de prisão nos EUA

Caso Zarubina: suposta espiã russa admite mentir à FBI e fraude de naturalização; sentença em junho pode chegar a cinco anos de prisão

A Russian flag flies next to the US embassy building in Moscow on 30 November 2023.
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  • Nomma Zarubina, 35, está presa em Nova York aguardando a sentença após admitir ter mentido ao FBI sobre a relação com o FSB e ter cometido fraude de naturalização relacionada a crimes de prostituição.
  • Ela foi recrutada pelo Serviço de Segurança Federal russo e, segundo a acusação, tinha a tarefa de conhecer americanos influentes para apresentá-los à Rússia.
  • A acusação afirma que Zarubina participou de seminários e eventos com acadêmicos, policy makers, governo dos EUA e imprensa, repassando contatos ao FSB para possível cooptação.
  • A figura de “honey trap” foi acompanhada de mensagens de teor flirtatioso para um agente do FBI, com textos como “Catch me baby” e “So many spies”.
  • Zarubina pode receber até cinco anos de prisão por cada acusação; a sentença está prevista para junho.

Nomma Zarubina, de 35 anos, está detida em Nova York à espera de sentença após confessar culpa por mentir ao FBI sobre contatos com o FSB, serviço de inteligência russo. A acusação envolve uso de atração sexual para aproximar americanos e repassar informações à Rússia.

Segundo a acusação, Zarubina participou de seminários, fóruns e conferências com acadêmicos, políticos e veículos de imprensa. Sua função seria identificar contatos potenciais nos EUA para encaminhá-los ao FSB e convidá-los a visitarem a Rússia, com o objetivo de influenciá-los.

Ela nasceu na Sibéria e operava sob o codinome Alyssa para seus handlers russos, atuando também em cargos ligados a entidades como a KSORS e em eventos promovidos por organizações pró-Rússia em Washington e Ottawa. O propósito era ampliar influências nos EUA.

Detalhes do caso

A americana acusou Zarubina de uso de uma estratégia de honeytrap para coletar informações. O Ministério Público afirma que ela foi recrutada no país em 2016, sendo orientada a iniciar uma rede de contatos no território.

Em 2024, a Justiça dos EUA a indiciou e, em dezembro do mesmo ano, ela foi presa sob a acusação de declarações falsas ao FBI. A renúncia a cooperação com autoridades também figura entre as acusações, associada à sua naturalização.

Zarubina se declarou culpada recentemente de uma acusação de fazer declarações falsas ao FBI e de fraude de naturalização relacionada a envolvimento em atividades de prostitution. O juiz manteve a possibilidade de nova audiência para a definição da pena.

Contexto e reações

Ação de Zarubina já é comparada a casos anteriores de espionagem envolvendo mulheres russas, como Maria Butina e Anna Chapman, destacando o uso de táticas de atração para estabelecer redes de influência e obter informações.

Especialistas destacam que o objetivo da FSB pode ter sido explorar conexões no ambiente político e institucional dos EUA, não apenas medir atitudes de indivíduos específicos. A defesa do caso ainda não apresentou recursos públicos.

A publicidade do caso traz à tona práticas de contrainteligência e a atuação de honeypots na espionagem contemporânea, em que relações pessoais visam obter acesso ou constranger pessoas-chave. A confirmação de sentença está prevista para junho, com potencial de até cinco anos de prisão por cada acusação.

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