- Vendedores ambulantes de São Paulo relatam aumento da violência policial desde que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) assumiu a prefeitura, com a Polícia Militar substituindo guardas civis metropolitanos e fiscais.
- Abordagens passaram a ser mais violentas durante o “rapa”, com uso de cassetetes, tasers e balas de borracha.
- Os relatos foram ouvidos pelo veículo Carta Capital no Brás, bairro de comércio popular da zona leste, que é foco de denúncias.
- Em abril de dois mil e vinte e cinco, um imigrante senegalês, Nbgagne Mbaye, foi morto a tiros por um policial durante uma operação.
- A reportagem reforça que o Brás é o cenário das histórias dos ambulantes que denunciam racismo, xenofobia e violência policial.
A violência policial contra ambulantes de São Paulo é relatada há anos, especialmente no Brás, na Zona Leste. Trabalhadores afirmam que o reforço de abordagem aumentou desde a gestão de Ricardo Nunes, com PMs substituindo guardas civis metropolitanos e fiscais nas operações de fiscalização. Abordagens passaram a ser mais frequentes e ásperas, segundo relatos.
Segundo os ambulantes, cassetetes, tasers e balas de borracha passaram a compor o dia a dia das ações de fiscalização. A rotina de abordagens durante o chamado rapa é descrita como mais violenta, com relatos de empurrões, revistas sem protocolo e retenções prolongadas. Dados oficiais não foram apresentados nesta apuração.
O caso mais grave citado ocorreu em abril de 2025, quando um imigrante senegalês, Nbgagne Mbaye, foi morto a tiros por um policial militar durante uma operação no Brás. O episódio é apontado como exemplo das consequências da violência relatada pelos ambulantes.
Contexto institucional e desdobramentos
A reportagem coletou depoimentos no Brás, bairro de comércio popular, para entender a dinâmica entre fiscalização, segurança pública e a população de ambulantes. Os relatos indicam um cenário de tensões entre trabalhadores informais e agentes de segurança, sem que haja uma resposta oficial consolidada até o momento.
As narrativas compiladas destacam a percepção de aumento de violência, a troca de responsabilidades entre órgãos e a falta de mecanismos claros de denúncia e proteção para quem trabalha nas vias públicas. Não foram apresentadas informações sobre investigações abertas ou medidas corretivas confirmadas pelas autoridades.
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