- A polícia metropolitana vai testar reconhecimento facial em tempo real, usando tecnologia acompanhante em smartphones; o objetivo é checar identidades durante abordagens.
- Serão cem agentes a utilizar a tecnologia móvel por seis meses, conforme anunciado pelo prefeito Sadiq Khan.
- A medida é recebida com cautela: opositores classificaram o uso como “alarmante”, e há críticas sobre impactos em direitos civis e confiabilidade.
- A iniciativa ocorre em meio a debates sobre supervisão independente e ao uso de ferramentas de IA pela polícia no Reino Unido.
- Até o momento, há histórico de uso de reconhecimento facial em vans e locais fixos, além de casos de falhas recentes envolvendo tecnologias semelhantes.
A polícia metropolitana vai iniciar um piloto de reconhecimento facial em que agentes escaneiam rostos de cidadãos para confirmar identidades. O plano, apoiado pelo prefeito de Londres, Sadiq Khan, envolve 100 policiais com tecnologia de roaming por seis meses. A decisão vem em meio a preocupações sobre o uso de IA em policiamento.
Segundo Khan, o experimento utilizará dispositivos móveis para capturar imagens faciais durante abordagens e quando houver dúvidas sobre a identificação. A meta é evitar deslocamentos a delegacias apenas para confirmar identidades, acelerando o atendimento ao público.
A medida ocorre mesmo com o posicionamento oficial da própria Met de que, no momento, não utiliza o chamado reconhecimento facial operado pelo policial. O piloto amplia o uso da tecnologia já presente em vans, em locais fixos e em algumas cidades do país.
Críticos chamam a iniciativa de mudança alarmante. A Assembleia de Londres, representada pela deputada Zoë Garbett, destacou que a técnica altera a relação com o público, permitindo a varredura de rostos na hora. Khan manteve o tom técnico, afirmando que o recurso será usado apenas quando necessário.
O debate público aumenta à medida que autoridades destacam benefícios e riscos. Grupos de defesa de direitos humanos alertam para potenciais erros de identificação e impactos desproporcionais em minorias. Exigências por supervisão independente ganham força no debate.
Paralelamente, o governo federal analisa o marco regulatório para tecnologias de reconhecimento facial. Assuntos como proteção de dados, ética e legalidade são discutidos por reguladores, Legislativo e órgãos independentes, com pedidos por mecanismos de fiscalização mais rígidos.
Por fim, a Met informou que, até agora, a vigilância com reconhecimento facial já resultou na prisão de mais de 100 criminosos procurados durante o período de teste em Croydon, cidade no sul de Londres. O piloto em andamento busca avaliar eficácia, riscos e operabilidade do recurso.
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