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Fabricante de câmeras corporais dos EUA registra receita recorde com política migratória de Trump

Axon registra receita recorde e mira expansão com câmeras do DHS, enquanto especialistas em privacidade apontam riscos de vigilância e uso de dados

An Arizona state trooper wears an Axon body camera.
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  • A Axon, maior fabricante de câmeras corporais dos EUA, registrou $797 milhões em receita no quarto trimestre, alta de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior.
  • A empresa atribui o crescimento ao seu “plano da era da IA”, que inclui um assistente por voz para as câmeras e oportunidades com o DHS para câmeras corporais e licenças de software.
  • O Congresso propôs reservar $20 milhões para câmeras corporais no DHS, após intenso lobby da Axon; o DHS já tem contrato de $5,1 milhões com a empresa para câmeras e armazenamento em nuvem, iniciado em março.
  • Especialistas em privacidade alertam que ampliar o uso das câmeras do DHS pode ampliar a vigilância sobre imigrantes e manifestantes, levantando dúvidas sobre acesso, retenção e divulgação de vídeos.
  • A Axon também investiga reconhecimento facial responsável em câmeras corporais, em projeto limitado com a polícia de Edmonton, após interromper o uso dessa tecnologia em 2019 por questões de vieses e supervisão.

Axon, a maior fabricante de câmeras corporais dos EUA, divulgou resultados recordes na terça-feira, com receita de 797 milhões de dólares, alta de 39% frente ao mesmo período do ano anterior. A empresa aponta o desempenho ao seu “plano da era da IA”, que inclui recurso por voz nas câmeras e maior foco em software para uso federal.

A companhia sinaliza grandes oportunidades com a expansão de contratos do DHS para aquisição e implantação de câmeras corporais e licenças de software no próximo ano. Executivos destacaram que há demanda prevista entre agências federais e locais, incluindo a ICE, sob os atuais planos de financiamento.

Rick Smith, CEO da Axon, ressaltou a importância de dados e privacidade no futuro das operações. Em reunião com investidores, ele mencionou que uma falha na gestão de privacidade poderia trazer impactos negativos significativos, sem detalhar casos específicos.

Desafios de privacidade e uso de dados

Especialistas em privacidade temem que imagens capturadas pelo DHS sirvam principalmente para ampliar a vigilância de imigrantes e manifestantes, em vez de fiscalizar agentes. Advogados de segurança nacional alertam para o uso seletivo de vídeos pela autoridade.

A Axon domina o mercado de câmeras, o que levou a uma ação judicial envolvendo três cidades, que alegaram monopólio; o caso foi, em grande parte, rejeitado no ano anterior. O DHS já possui contrato de 5,1 milhões de dólares com a Axon para câmeras e armazenamento em nuvem, iniciado em março.

IA, reconhecimento facial e expansão de produtos

A empresa trabalha para ampliar o uso de câmeras com IA, inclusive em reconhecimento facial considerado responsável. Em 2019, a Axon havia interrompido planos de integração dessa tecnologia por preocupações com viés e supervisão, mas hoje avalia programas limitados em parcerias com polícia local.

Além das câmeras, a Axon continua a desenvolver leitores automáticos de placas e outros dispositivos, com expectativa de crescimento ainda maior no ano. A empresa afirma que o verdadeiro valor está em armazenamento de dados e análises em tempo real.

Contexto político e financiamento

Na esteira de propostas do Congresso, há um projeto que reserva 20 milhões de dólares para câmeras de corpo, defendido após forte lobby da Axon. Deputados e senadores discutem salvaguardas de acesso, uso e retenção de dados, embora ainda haja divergências sobre proteções de privacidade.

Diversos críticos destacam que a proteção de dados, a governança independente e a limitação de uso são cruciais para evitar abusos. A discussão sobre o papel das câmeras na fiscalização de fronteiras e imigração permanece central no debate público.

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