- A polícia de New South Wales patrulhará edifícios públicos de alto perfil, locais de culto e manifestações com armas de fogo de longo alcance, após a unidade criada após o ataque de Bondi tornar-se permanente.
- Cerca de duzentos e cinquenta policiais vão transformar a Operação Shelter em uma unidade permanente de crimes de ódio, com coordenação em tempo real, treinamento, logística e veículos de resposta rápida especiais.
- O governo de Minns afirma que a permanência garante resposta rápida; os Greens criticam, dizendo que não impede protestos e pode aumentar riscos de violência.
- O ataque de Bondi ocorreu em dezessete de dezembro, com 15 mortos, motivando a criação da unidade e medidas de segurança reforçadas.
- A Operação Shelter registra oitocentos e quinze incidentes antissemitos ou islamofóbicos até agora, com mais de duzentas e trinta pessoas presas; números contestados por inconsistências de categorização.
O governo de NSW tornou permanente a Operação Shelter, criada em 2023 para enfrentar antissemitismo e islamofobia. Ao todo, cerca de 250 policiais vão transformar a operação em uma unidade fixa de crimes de ódio, com apoio logístico e tático.
A nova estrutura utilizará veículos de resposta rápida adaptados e funcionará ao lado da unidade de resposta rápida já existente, com coordenação em tempo real, treinamento e inteligência. A medida visa acelerar ações em locais de grande movimento e eventos.
O que mudou
A decisão ocorreu dois meses após o ataque em Bondi, que deixou 12 mortos e feriu várias pessoas, o pior ataque terrorista na história recente do país. A permanência da unidade visa resposta rápida a incidentes, especialmente em locais públicos e em templos.
A mudança recebeu críticas dos Verdes, que afirmam que a medida não impede protestos e pode aumentar riscos de violência. Sue Higginson ressaltou que policialis armados de alto calibre não evitam manifestações, apenas elevam o potencial de dano.
Contexto e números
O governo informou que o núcleo será suplementado pela Operação Shelter, com foco em dissuasão e atuação proativa. A polícia também cita treinamento, logística e maior presença em eventos e locais sensíveis.
O comissário Mal Lanyon afirmou que a presença armada é essencial para mudar de uma atuação reativa para uma atuação proativa. A meta é manter a segurança da comunidade e dissuadir quem pretenda agir de forma violenta.
A operação já havia registrado, até agora, cerca de 815 incidentes antissemitas ou islamofóbicos, com mais de 230 detenções. Críticos questionam a veracidade dos números, que teriam passado por reclassificações na avaliação de incidentes.
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