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Violência no México após morte de chefe de cartel de drogas em operação militar

Cartéis promovem retaliação após morte de El Mencho; escolas fecham, vias são bloqueadas e turistas ficam bloqueados em cidades de Jalisco e arredores

Burned cars and trucks, allegedly set on fire by organised crime groups in response to an operation to arrest a high-priority security target, on a highway near Acatlan de Juarez, Jalisco state, Mexico.
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  • Autoridades confirmam que Nemésio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, foi morto durante uma operação federal no estado de Jalisco; seis cúmplices também morreram.
  • O CJNG, liderado por El Mencho, era considerado uma das maiores e mais poderosas organizações criminosas do México.
  • Em retaliação, ataques de cartéis deixaram ao menos vinte e cinco membros da Guarda Nacional mortos e um segurança, conforme o ministro da Segurança, Omar García Harfuch; outras trinta pessoas ligadas ao cartel e um transeunte morreram.
  • Regiões do país ocidental ficaram marcadas por bloqueios de estradas, incêndios em veículos e escolas fechadas; viajantes estrangeiros receberam avisos de viagem.
  • Autoridades e governo destacaram que aeroportos de Guadalajara, Puerto Vallarta e Tepic operavam normalmente; o governo pediu calma e reforçou o compromisso com a segurança.

O exército mexicano confirmou a morte de Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, chefe do cartel CJNG, durante uma operação de captura realizada no estado de Jalisco no domingo. A ofensiva deixou o líder neutralizado e seis cúmplices mortos, segundo informações oficiais.

Como retaliação, grupos do CJNG lançaram ataques violentos em várias regiões, resultando na morte de 25 membros da Guarda Nacional e de um vigilante de segurança. Autoridades disseram ainda ter registrado 30 operativos do cartel mortos, além de um pedestre que não integrava a força de segurança.

No oeste do país, escolas foram fechadas e turistas ficaram retidos conforme cartelas do cartel bloqueavam vias com carros e ônibus incendiados. Governos estrangeiros emitiram alertas de viagem. O governo federal informou que, em mais de 250 bloqueios organizados pelo CJNG em 20 estados, todos haviam sido liberados até o momento.

O presidente Claudia Sheinbaum pediu tranquilidade e as autoridades afirmaram que as rodovias foram desbloqueadas e que cidades importantes voltaram à normalidade. Em Guadalajara, a segunda maior cidade, moradores permaneceram em casa ante a violência, e mais de 1.000 pessoas ficaram retidas no zoológico da cidade para segurança, segundo o diretor Luís Soto Rendón.

Guarda Nacional e forças locais reforçaram operações na região. Em Puerto Vallarta, destino turístico, oficiais orientaram moradores a permanecerem em ambientes fechados enquanto ocorria a violência. Em vídeos nas redes, ruas e transporte público foram afetados e cenas de incêndios foram registradas.

De acordo com analistas, o vácuo de poder após a eliminação de um líder tão central pode provocar lutas internas no CJNG e elevar a violência entre facções rivais. Entrevista com David Mora, da International Crisis Group, aponta que não há claro herdeiro e que outras organizações podem tentar ganhar espaço na área.

Autoridades mexicanas reiteraram, via Ministério das Relações Exteriores, que o país segue sob a regra de lei e que o governo trabalha para a segurança e o bem-estar da população. Além disso, os Estados Unidos confirmaram ter fornecido apoio de inteligência à ação, reforçando a cooperação durante o episódio.

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