- Os EUA acusam a China de expandir massivamente seu arsenal nuclear, além de alegações de testes nucleares secretos.�
- O fim do tratado New Start, em fevereiro, reduz a fiscalização entre EUA e Rússia e fortalece a busca por um acordo que inclua a China.
- A Administração americana afirma que a China pode ter material físsil suficiente para mais de mil ogivas até 2030; Pequim nega estar em corrida armamentista.
- A China diz que não participará de uma corrida nuclear e critica distorções de políticas feitas por outros países.
- Houve reunião preparatória entre delegações dos EUA e China em Washington após o fim de New Start, com expectativa de encontro mais substancial em Genebra; estudo do Center for Strategic and International Studies não comprovou explosão em Lop Nur.
O governo dos Estados Unidos afirmou que a China vem expandindo de forma significativa seu arsenal nuclear e questionou a transparência de Pequim, alegando que o aumento não tem precedentes. As declarações foram feitas durante o Conference on Disarmament, em Genebra, depois da expiração do acordo New Start.
Christopher Yeaw, subsecretário de Estado dos EUA para controle de armas, disse que o New Start não refletia o ritmo e a opacidade do acúmulo chinês, apontando que a China busca ampliar seus fissilmente para além de 1.000 ogivas até 2030. A percepção é de que o tratado perdeu relevância frente ao que Washington considera avanços de Beijing.
O embaixador da China em Genebra, Shen Jian, respondeu que Pequim discorda das críticas e rejeita a ideia de entrar em uma corrida armamentista. O diplomata afirmou que a política nuclear chinesa não deve ser distorcida e reforçou que a China não participará de negociações trilaterais sob condições consideradas desvantajosas.
Segundo a Washington, a expiração do New Start, em 5 de fevereiro, retira limites de explosões de ogivas e de lançadores para os EUA e a Rússia, com risco de uma nova corrida armamentista. Autoridades norte‑americanas afirmam que Moscou viola o tratado, o que, na visão de Washington, facilita o crescimento de Beijing.
A crítica norte‑americana também envolve acusações de que a China teria conduzido testes nucleares de baixa intensidade, em 2020, com suposta explosão ocorrida no território do Cazaquistão, próximo a depósitos de dados de satélite. Pequim nega veementemente qualquer teste e vê as acusações como pretexto para retomar testes nos EUA.
A Universidade Center for Strategic and International Studies avaliou recentemente que não há evidências conclusivas de explosões recentes em Lop Nur, o antigo polo de testes da China, com imagens de satélite sem sinais claros de atividade incomum. As autoridades chinesas reiteram que não participam de negociações que não promovam equidade, conforme afirmado por Shen.
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