- Um hacker explorou uma vulnerabilidade no Cline, uma ferramenta de codificação com IA, para fazer com que o Claude da Anthropic aceitasse instruções maliciosas e automatizasse a instalação de software nos computadores dos usuários.
- O objetivo do atacante foi instalar o OpenClaw, um agente de IA de código aberto que “faz coisas” de forma autônoma, amplamente divulgado.
- A falha envolve uma técnica de prompt injection, que permite enviar comandos que o IA não deveria seguir.
- Os agentes não foram ativados automaticamente na instalação, o que, se tivesse ocorrido, poderia ter causado impactos bem maiores.
- Pesquisadores apontam que ataques com IA autônoma representam riscos de segurança significativos; alguns desenvolvedores já adotam medidas, como o modo de lockdown, para limitar ações de IA em caso de hijack.
- O pesquisador Adnan Khan informou a Cline sobre a vulnerabilidade semanas antes da divulgação pública; a falha foi corrigida somente após o chamado público.
O hacker explorou uma falha em Cline, ferramenta de codificação com integração do Claude, da Anthropic, para fazer um malware se instalar automaticamente nos computadores dos usuários. A técnica usada, conhecida como prompt injection, permitiu inserir instruções que passaram a orientar o fluxo de trabalho aberto da ferramenta. O alvo foi o OpenClaw, um agente de IA de código aberto que executa ações de forma autônoma.
Segundo o pesquisador de segurança Adnan Khan, a vulnerabilidade já havia sido revelada dias antes como prova de conceito. O ataque destinou-se a instalar o OpenClaw automaticamente nos aparelhos dos usuários que utilizavam o Cline. Importante: as plataformas não acionaram os agentes no momento da instalação, o que teria levado a consequências diferentes.
O episódio evidencia como a automação com IA pode abrir brechas se não houver salvaguardas. Embora o OpenClaw permaneça inativo no momento do incidente, a situação reforça riscos de instituições que permitem que software autônomo tenha controle sobre dispositivos. Empresas têm buscado limitar ações de IA quando ocorrem incidentes de hijacking.
Riscos de prompt injection
A prática de induzir sistemas de IA a executar ações inadequadas tem ganhado atenção entre especialistas. O caso envolvendo Cline mostra como instruções manipuladas podem contaminar fluxos de trabalho amplos sem que usuários percebam.
Resposta da indústria
Especialistas destacam a necessidade de reforçar controles e mecanismos de lockdown em ferramentas de IA, para impedir que dados e comandos sejam explorados por agentes invadidos. Medidas adicionais incluem auditorias de segurança rápidas e divulgação responsável de falhas por pesquisadores.
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