- O livro The Great Heist, de David Shedd e Andrew Badger, descreve anos de espionagem chinesa que facilitaram a ascensão tecnológica de Pequim, com foco no roubo de propriedade intelectual dos EUA.
- Os autores, ex-funcionários da Agência de Inteligência de Defesa, baseiam-se em documentos judiciais, entrevistas e cenários ficcionais para mostrar a magnitude do problema.
- O texto cita a atuação da administração atual como seguindo caminho oposto, com venda de alguns chips avançados à China, remoção de técnicos de combate à tecnologia chinesa e diminuição da postura cibernética dos EUA.
- Eles alertam que a China tem vantagem assimétrica e que a espionagem, especialmente no campo da inteligência artificial, continua a ser uma aposta estratégica; o FBI estima perdas significativas de IP anualmente.
- O livro inclui dois capítulos de ficção (uma reunião do Conselho de Segurança Nacional e um conselho corporativo) para ilustrar os impactos e defesa a tomar, defendendo maior participação do setor privado na proteção de segredos.
China avança em tecnologia e espionagem, segundo o livro The Great Heist, de David R. Shedd e Andrew Badger, ex-funcionários da DIA. A obra reúne documentos, entrevistas e cenários para mapear o roubo de propriedade intelectual dos EUA e alertar para ações rápidas.
Os autores discutem como a espionagem moldou a ascensão da China, que hoje domina setores emergentes como biotecnologia, aeroespacial e baterias de veículos elétricos. Apontam que a MSS, agência de inteligência chinesa, evoluiu para um aparato capaz de operar com eficiência ampliada.
O livro questiona o papel da China hoje, destacando que o país ainda busca avanços estratégicos mesmo com o crescimento expressivo do PIB. Estima-se que o furto de propriedade intelectual causes danos anuais relevantes aos EUA, segundo as análises citadas.
Os autores descrevem a China como tendo vantagem assimétrica, atuando sem restrições legais ou morais. Eles destacam a transformação dos agentes chineses, que passaram a operar com maior fluência linguística e integração internacional.
A entrevista à Foreign Policy aborda a resposta dos EUA, criticando mudanças na postura de cibersegurança durante a atual administração. Fala-se de cortes em agências, retrabalho estratégico e a necessidade de uma visão de ataque cibernético, além da defesa.
Além disso, o texto comenta decisões, como a venda de chips avançados para a China e a reorganização de autoridades dedicadas a ameaças tecnológicas. Os autores ressaltam a importância de balancear inovação e proteção de informações sensíveis.
A obra inclui duas partes ficcionais, apresentadas para ilustrar cenários de reunião do Conselho de Segurança Nacional e de um conselho corporativo frente à ameaça chinesa. Segundo os autores, o recurso visa facilitar a compreensão pública das questões tratadas.
Por fim, os autores defendem maior participação do setor privado na formulação de políticas de defesa tecnológica. Eles destacam a necessidade de conscientização patriótica e de fortalecer princípios de segurança operacional nas empresas.
A dupla sustenta que, mesmo com o que consideram um “genie fora da garrafa”, não se deve desistir de medidas para reduzir vulnerabilidades. O foco permanece na proteção de propriedade intelectual e no equilíbrio entre inovação e segurança nacional.
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