- Após o anúncio de TV e o lançamento do Search Party, a Ring enfrenta críticas sobre privacidade; o fundador Jamie Siminoff está em uma “tour de explicação”, segundo o The New York Times.
- Siminoff afirmou que mapas não são o problema e que haverá menos mapas em anúncios futuros; a preocupação real é o uso da tecnologia de IA para vigilância, com possível acesso por forças de segurança.
- A Ring diz que não há ferramenta de vigilância em massa e que as proteções de privacidade são robustas; usuários controlam seus vídeos, incluindo se devem ou não compartilhá-los com a polícia; o recurso Community Requests facilita o compartilhamento com autoridades.
- O debate envolve responsabilidade no uso dos vídeos; o Search Party fica ativo por padrão e parcerias com a Flock Safety foram canceladas, mas a Ring mantém a parceria com a Axon.
- Siminoff confirmou à Times que a Ring vai continuar expandindo o Search Party, incluindo a possibilidade de buscar por gatos, levantando a dúvida sobre onde traçar os limites da tecnologia.
Ring continua enfrentando críticas após o anúncio da Search Party e a publicidade do Super Bowl, com a empresa defendendo que o problema não são os mapas, mas o potencial uso da tecnologia para vigilância. O fundador, Jamie Siminoff, participou de entrevistas em que reconhece preocupações públicas e afirma que haverá menos foco em mapas em anúncios futuros.
Em entrevista ao The New York Times, Siminoff explicou que entende as apreensões e que imagens que geraram desconforto podem ter contribuído para a reação. Ele disse que a Ring reduzirá o uso de mapas em campanhas futuras e reiterou que os sistemas são controlados pelos usuários.
A empresa sustenta que suas câmeras não configuram uma ferramenta de vigilância em massa e ressalta proteções de privacidade. Contudo, permanece a dúvida sobre como o ecossistema de IA utilizado pela Ring poderá ser empregado por autoridades, com dados de movimentação potencialmente pesquisáveis por IA.
Ferramentas e controvérsias
A Ring afirma que o recurso Community Requests permite compartilhar imagens com a polícia de forma voluntária, mantendo controles pelos usuários. Mesmo assim, há receios sobre o que ocorre com vídeos depois de enviados às autoridades, e quem realmente decide o uso desses materiais.
O grupo também enfrentou a pressão de decisões anteriores sobre parcerias com empresas de tecnologia policial. A Ring cancelou uma colaboração com a Flock Safety, ligada ao compartilhamento de dados com o ICE, mas manteve outras iniciativas de vigilância tecnológica, incluindo parcerias com a Axon.
Siminoff indicou que a Ring continuará desenvolvendo a Search Party, com planos de ampliar buscas para itens como animais de estimação. Questiona-se, no entanto, até que ponto a empresa reduzirá a área de atuação da ferramenta e como estabelecerá limites éticos para o uso da tecnologia.
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