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Ramadã começa em Gaza em meio às ruínas de mesquitas

Ramadan começa em Gaza entre ruínas de mesquitas; famílias vivem entre escombros, com espaços de oração improvisados em tendas e lonas

Mosque destroyed during the two-year Israeli offensives in Gaza
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  • O Ramadã começou em Gaza, com moradores buscando oração em ruínas de mesquitas ou em espaços improvisados com lonas e madeira.
  • Em Gaza City, a mesquita Al Hassaina está destruída; o antigo pátio abriga famílias que dormem e cozinham entre os escombros.
  • A Gaza governamental afirma que forças israelenses destruíram 835 mesquitas e danificaram 180, além de destruição de cemitérios e ataques a igrejas.
  • Muitos moradores perderam suas casas e passam o Ramadã em tendas ou espaços de oração improvisados, com as mesquitas tornando-se centros para deslocados.
  • Autoridades religiosas de Gaza dizem ter reconstruído quatrocentos e trinta espaços de oração, usando lonas de estufa, madeira e lonas de acampamento para apoiar as orações.

As casas de worship de Gaza permaneceram entre ruínas no início do mês sagrado. Com o começo do Ramadan, famílias deslocadas buscaram abrigo em ruínas de mesquitas ou em espaços de oração improvisados com lonas e madeira.

Na cidade de Gaza, a cúpula da mesquita Al Hassaina repousa sobre escombros. O antigo pátio, onde fiéis se reuniam, hoje abriga famílias que dormem e cozinham entre destroços, com varais de lavanderia cruzando o espaço.

Um voluntário de 61 anos, Sami Al Hissi, descreveu a cena como dolorosa, dizendo que o local perdeu o sentido de comunidade e que não há mais espaço suficiente para todos os fiéis que costumavam ocupar o espaço antes.

Crianças escalam as cúpulas rachadas e mulheres recolhem roupas penduradas entre as colunas destruídas. Durante o Ramadan, mesquitas de outros bairros costumavam receber fiéis, mas hoje o espaço é muito limitado.

Destruição e espaços de oração

Para muitos moradores, a perda é tanto espiritual quanto comunitária, com o Ramadan ocorrendo em meio a recursos escassos e estruturas danificadas.

Khitam Jabr, deslocada, disse que não há mesquitas suficientes desde as destruições e que muitos rezam em tendas, com as mesquitas servindo como abrigos para os deslocados.

Apesar dos impactos, autoridades gazanas relatam ações de recuperação parcial, com espaços de oração sendo reerguidos em áreas críticas. As equipes têm utilizado lonas reutilizadas e madeira para criar áreas de orações temporárias.

Segundo Amir Abu Al-Amrain, diretor do ministério de assuntos religiosos de Gaza City, já foram reerguidos 430 espaços de oração, com suportes variados, incluindo lona de estufas, madeira e lonas de acampamento.

Contexto e números

A ofensiva militar de Israel em Gaza teve início após um ataque de Hamas em 7 de outubro de 2023, segundo relatos oficiais. Autoridades de saúde palestinas apontam dezenas de milhares de mortos em Gaza desde então.

O governo da prática governamental em Gaza informou que Israel destruiu 835 mesquitas e danificou 180 seriamente. Alega ainda que também houve ataques a igrejas e destruição de parte de cemitérios na região.

Israel afirma que mira infraestruturas de militantes e que grupos armados operam em áreas civis, incluindo mesquitas, acusação negada por Hamas.

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