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Europa quer reduzir dependência da defesa dos EUA após Trump na Groenlândia

Europa pretende depender menos dos EUA na defesa, avançando um pilar europeu de NATO e projetos de armas para ampliar sua autonomia estratégica

The frigate Niels Juel sails off the coast of Greenland during military drills
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  • Em Munique, líderes europeus sinalizaram que a União Europeia buscará depender menos dos EUA na defesa, após a pressão dos EUA sobre Groenlândia.
  • A ideia de um “pilar europeu” dentro da OTAN ganhou força, com o chanceler alemão, Friedrich Merz, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o premier britânico, Keir Starmer, reforçando o compromisso.
  • Merz indicou que já iniciou conversas com Macron sobre um possível dissuasor nuclear europeu, como forma de garantia de segurança independentemente dos EUA.
  • Os europeus destacaram que o aumento de gastos em defesa é necessário, com metas de aumentar a participação de defesa de 2% para 3,5% do PIB, mais 1,5% em investimentos de segurança.
  • Projetos comuns seguem em desenvolvimento, incluindo o conceito de defesa de longo alcance (ELSA) e iniciativas de mísseis, embora haja atritos sobre quem participa e como compartilhar o trabalho.

A Conferência de Segurança de Munique foi palco de um sinal de mudança entre líderes europeus. Ursula von der Leyen apontou que linhas foram cruzadas, indicando um realinhamento nas relações com os Estados Unidos diante de uma defesa europeia mais autônoma. A discussão ganhou peso após a ideia de Washington de anexar Groenlândia gerar cúmplices de dúvidas sobre o compromisso norte-americano com a defesa da região via a OTAN.

Com o conflito no leste ainda em curso e a Rússia sendo vista como ameaça crescente, várias lideranças defenderam acelerar a autossuficiência europeia em defesa, diminuindo a dependência dos EUA. O tema ganhou força mesmo com a fala do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que buscou tranquilizar os europeus, embora tenha se utilizado de tom mais crítico em relação a cursos políticos recentes do continente.

A pauta levou os aliados a buscar um pilar europeu mais sólido dentro da OTAN. O chanceler alemão, Friedrich Merz, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o premiê britânico, Keir Starmer, defenderam uma estratégia de defesa europeia fortalecida para acompanhar o avanço de uma resposta comum a eventuais mudanças na postura americana. Merz ressaltou a necessidade de segurança mesmo em cenários de distanciamento dos EUA.

Pilar europeu da OTAN

Francês e alemão chegaram a discutir um apoio maior a uma dissuasão europeia, com episódios de diálogo sobre um possível escudo nuclear europeu. Macron e Merz sinalizaram que a construção de capacidade própria pode reduzir vulnerabilidades em cenários de incerteza sobre o alinhamento estratégico dos EUA.

Enquanto isso, o tema da dissuasão nuclear ganhou contornos com a França mantendo um arsenal próprio, contrastando com o conceito de dependência de alianças. A evolução das propostas envolve acordos sobre engenharia, produção e distribuição de armamentos de longo alcance.

Investimentos e parcerias na defesa

A União Europeia tem impulsionado gastos com defesa, com a OTAN buscando aumentar de 2% para 3,5% do PIB, mais 1,5% em investimentos relacionados à segurança. O aumento de orçamento já refletiu em um crescimento de quase 80% no gasto europeu desde o início do conflito na Ucrânia, segundo Von der Leyen.

Cooperações entre países da UE também ganharam fôlego, com consórcios para desenvolver sistemas avançados. França, Alemanha, Itália, Polônia e Suécia assinaram uma carta de intenções para avançar no projeto ELAS, voltado a mísseis de ataque profundo. Além disso, quatro iniciativas conjuntas foram alinhavadas durante a reunião de ministros da defesa da OTAN.

Desafios operacionais e de projetos

Apesar dos avanços, projetos de defesa europeus enfrentam entraves. O programa FCAS, entre França, Alemanha e Espanha, permanece sem solução clara sobre a distribuição de tarefas entre as empresas envolvidas. Debates sobre restrições de participação também ganham espaço, com disputas entre favorecer fornecedores europeus ou abrir espaço para parceiros externos.

A discussão sobre compras europeias ganhou destaque, com a França defendendo regras mais restritivas para priorizar empresas do bloco, enquanto Alemanha e Países Baixos defendem maior abertura a fabricantes de fora da UE. No cenário externo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, participou de visitas e destacou a evolução tecnológica de armas, reforçando a urgência de respostas rápidas em tempos de conflito.

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