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Facções expandem atuação para garimpo ilegal na Amazônia

Facções expandem garimpo ilegal na Amazônia, financiam o crime com ouro e elevam violência, atingindo comunidades ribeirinhas

Com o isolamento, comunidades inteiras — de cidades de pequeno e até médio porte a vilarejos ribeirinhos e aldeias indígenas — ficam reféns dos desígnios dos grupos criminosos armados. (Foto: Infografia/Gazeta do Povo a partir de imagem de Felipe Werneck/Ibama)
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  • Facções criminosas da Amazônia, como Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital e Família do Norte, expandem atuação para garimpo, pesca ilegal e exploração de madeira, além do tráfico de drogas.
  • Região do Alto Solimões, eixo estratégico Brasil–Peru–Colômbia, é um dos principais corredores do tráfico de cocaína no país, com logística fluvial que dificulta a fiscalização.
  • Ouro é usado para financiar compra de pasta-base no Peru e na Colôquia, e muitas operações de garimpo são controladas ou taxadas por facções.
  • Presença de facções atinge 344 de 772 municípios da Amazônia Legal (45%), registrando aumento de 32% frente a 2024, em todos os nove estados da região.
  • Especialistas dizem que a entrada dessas facções intensifica violência, degradação ambiental e fortalece o crime organizado, exigindo ações integradas de polícia, órgãos ambientais e Receita Federal.

Na Amazônia, facções criminosas ampliam atuação para garimpo, pesca e exploração de madeira, além do tráfico de drogas. O movimento ocorre como desdobramento das rotas já consolidadas vindas de Bolívia, Peru, Colômbia e Venezuela. A expansão impacta comunidades ribeirinhas e indígenas.

O estudo Cartografias da Violência na Amazônia, 4ª edição, aponta que o Comando Vermelho, PCC e Família do Norte já atuam em boa parte da região. A pesquisa é realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e contou com parcerias de institutos ligados a clima, sociedade e ciência.

Na região do Alto Solimões, com 281 mil habitantes, metade é indígena, e há forte dependência de recursos públicos. O relatório ressalta vulnerabilidade socioeconômica, isolamento e presença fraca do Estado, abrindo espaço para a atuação de facções em seis dos nove municípios.

A rota fluvial facilita a circulação de cocaína, ouro, madeira e outros ilícitos. O tráfico está ligado a garimpo ilegal, pesca predatória e extração de madeira, com ouro servindo para financiar a pasta-base no Peru e na Colômbia, segundo a pesquisa.

Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que a entrada de grandes facções na Amazônia é estratégica e envolve controle de rios, estradas e pedágios ilegais. A cooptação de agentes públicos favorece a continuidade das atividades criminosas e a intimidação de opositores.

Dados da região indicam que facções estão presentes em 45% dos municípios da Amazônia Legal, com aumento de 32% em relação a 2024. Todos os estados da área possuem atuação de alguma facção, ampliando o desafio para as autoridades.

Para enfrentar o problema, o delegado Edson Pinheiro dos Santos Júnior recomenda ações integradas entre polícia, órgãos ambientais e Receita Federal, além de operações de infiltração e proteção de denunciantes. A ênfase fica na blindagem institucional e no rastreamento de ouro e madeira ilegais.

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