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Chefe da patrulha fronteiriça elogia agente que atirou em cidadão em Chicago

Novas evidências mostram que o chefe da patrulha de fronteira elogiou o agente que atirou em Marimar Martinez, cidadã dos EUA, em Chicago

Gregory Bovino with other federal agents outside Whipple building in Minnesota, in January 2026.
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  • Novas evidências revelam que Gregory Bovino, chefe da patrulha de fronteira, elogiou o agente Charles Exum, que atirou em Marimar Martinez, cidadã dos EUA, em Chicago, em outubro passado.
  • Martinez foi atingida cinco vezes enquanto estava em seu carro; autoridades alegaram que ela tentou avançar contra os agentes, e o caso foi arquivado após vídeos mostrarem o momento em que o agente invadiu o carro da mulher.
  • O material inclui vídeos de câmeras corporais de outro agente; Exum não usava a própria câmera no momento dos disparos, conforme o registro.
  • Mensagens de texto mostram Bovino parabenizando Exum e sugerindo que superiores o apoiavam, incluindo outros altos cargos do órgão.
  • Advogados de Martinez buscam uma ação sob uma lei que permite processar agências federais; apresentam documentos para contestar declarações do Departamento de Segurança Interna que a classificaram como terrorista doméstica.

Gregory Bovino, então o chefe da patrulha de fronteira, passou a integrar a pauta de divulgação de evidências após ser mostrado elogiando um agente que atirou em uma cidadã norte-americana em Chicago durante operação de imigração no ano passado. Novas evidências indicam que Bovino enviou mensagens incentivando o agente envolvido no caso.

Marimar Martinez, cidadã dos EUA, foi atingida por cinco tiros enquanto estava em seu veículo em outubro. Segundo o DHS, ela é acusada de tentar avançar com o carro contra agentes, mas a acusação foi retirada após surgirem imagens que mostram o veículo de Exum sendo dirigido na direção do carro de Martinez. O vídeo não mostra o momento em que o agente aciona o disparo, mas registra os momentos antecedentes.

Provas e contexto legal

A divulgação envolve e-mails, mensagens de texto e vídeos, tornados públicos após a retirada de uma ordem de proteção por uma juíza federal. Os documentos são alvo de disputa entre procuradores e a defesa de Martinez, que buscam tornar as provas públicas para esclarecer as circunstâncias do disparo. A defesa sustenta que a divulgação é necessária para avaliar o comportamento de oficiais.

Participação e reações oficiais

Além de Bovino, aparecem em mensagens outros gestores da segurança pública, incluindo o chefe de operações regionais e membros do governo federal. Em mensagens trocadas entre agentes, há referências à suposta firme intervenção de superiores após o incidente. Os textos indicam que Bovino, na época, era uma liderança central para operações de endurecimento da fiscalização.

Situação de Martinez e desdobramentos

Martinez relatou aos congressistas que foi descreita como terrorista doméstica após o episódio, apesar de não possuir antecedentes criminais. O caso também envolve uma investigação de conduta dos agentes e da comunicação oficial após o disparo. A família da vítima alega que houve distorção de informações por parte de autoridades.

Contexto político e legal

O episódio ocorreu durante uma fase de intensa repressão de imigração na região de Chicago, com críticas sobre a atuação de autoridades federais. Em depoimento recente, Martinez descreveu o abalo causado pela narrativa oficial divergente dos fatos que, segundo ela, foram ocultados ou distorcidos. A defesa continua perseguindo ações legais contra a agência federal.

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