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Bruxelas lança plano para enfrentar guerra híbrida com drones e balões

Bruxelas lança plano para enfrentar drones civis e balões meteorológicos na guerra híbrida; prevê grandes manobras, rastreamento e cooperação transfronteiriça

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Cartel que prohíbe el uso de drones en la zona del aeropuerto de Bruselas, el 6 de noviembre de 2025.
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  • A Comissão Europeia apresentou um plano para enfrentar a guerra híbrida com drones civis e globos meteorológicos, visando melhorar vigilância, identificação e registro de aeronaves maliciosas.
  • O pacote prevê grandes manobras antidrones anuais entre os países da UE e um projeto piloto para rastrear drones e globos a grande altitude, com cooperação entre autoridades militares e civis.
  • A estratégia inclui atualizar a norma vigente de 2019, criar a etiqueta “drones de confiança da UE” e avaliar riscos para proteger cadeias de suprimento de tecnologia.
  • A UE pretende aprofundar a colaboração com a Ucrânia e incentivar o desenvolvimento da indústria europeia de drones, diante de projeções de crescimento significativo do setor até 2033.
  • Além dos drones, o plano aborda globos meteorológicos usados para contrabando e desestabilização, destacando dificuldades de detecção quando sobrevoam infraestruturas críticas.

O Parlamento Europeu e a Comissão Europeia apresentaram um plano para enfrentar a guerra híbrida via drones e globos meteorológicos. A iniciativa visa testar a cooperação entre Estados-membros e instituições europeias frente a aeronaves não tripuladas usadas como ameaça. O anúncio ocorreu em Estrasburgo, nesta semana.

O objetivo central é melhorar a vigilância e a identificação de aeronaves maliciosas, além de garantir o registro e o rastreamento de drones. Também há a proposta de um projeto piloto para monitorar drones e globos de alta altitude, abrangendo todo o espaço aéreo da UE.

A Comissão propõe modernizar a legislação de 2019 sobre equipamentos civis, incorporando ferramentas de verificação de conformidade, gestão de riscos e padrões de segurança. Uma etiqueta de “drones de confiança da UE” deverá identificar dispositivos seguros.

Planos de cooperação e manobras

O plano prevê a realização anual de grandes manobras antidrone na UE, com foco em testar a cooperação transfronteiriça entre Estados e entre setores militares e civis. A efetivação depende da adoção pelos Estados-membros, segundo o documento.

A vice-presidente Henna Virkkunen destacou que o uso indevido de drones pode comprometer infraestruturas críticas, fronteiras, portos e espaços públicos. Ela participou da apresentação ao lado dos comissários Magnus Brunner e Apostolos Tzitzikostas.

Globos meteorológicos e outras ameaças

Entre os dispositivos atingidos está o uso de globos meteorológicos que ultrapassam fronteiras da UE para atividades de contrabando ou desestabilização. Observa-se que muitos não transmitem dados durante o voo, o que dificulta a detecção.

O plano também aponta para melhorias na rastreabilidade de globos, com uso de cartões SIM para localização após aterrissagem. O objetivo é reduzir vulnerabilidades associadas a estruturas críticas, como aeroportos, especialmente em situações de fronteira.

A estratégia enfatiza a necessidade de fortalecer cadeias de suprimento de tecnologia e de sistemas antidrones, combinando ações nacionais e europeias. O conjunto de medidas integra um marco de segurança e defesa associado a debates sobre soberania tecnológica.

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