- Dois nacionais chineses vão a tribunal em Canberra após serem acusados de interferência estrangeira por coletar informações sobre o grupo budista Guan Yin Citta.
- Eles têm 25 e 31 anos e teriam trabalhado com outra mulher chinesa, já acusada em agosto, para reunir dados sobre a filial de Canberra do grupo.
- A acusação envolve violação da lei de interferência estrangeira de mil de dezoito; cada um enfrenta uma acusação de interferência estrangeira imprudente com pena máxima de quinze anos.
- A investigação foi iniciada no ano passado, após informações fornecidas pela Agência de Inteligência de Segurança da Austrália (ASIO).
- A embaixada da China não respondeu a pedido de comentário; o caso ocorre em um contexto de tensões entre a Austrália e a China, seu principal parceiro comercial.
Two nacionais chineses serão apresentados em tribunal na quarta-feira, após a Polícia Federal Australiana os acusar de interferência estrangeira. Eles teriam coletado clandestinamente informações sobre um grupo budista, em nome de uma agência de segurança do governo chinês. A audiência ocorre em Canberra.
A acusação envolve um homem de 25 anos e uma mulher de 31, que, segundo a polícia, atuaram com uma terceira mulher chinesa já indiciada em agosto. O objetivo alegado era obter dados sobre a sucursal do Guan Yin Citta na capital australiana.
Cada réu responde a uma acusação de interferência estrangeira dolosa ou imprudente, com pena máxima de 15 anos de prisão. A investigação teve início no ano passado, após informações fornecidas pela Australian Security Intelligence Organisation.
Contexto e desdobramentos
O caso marca a segunda vez que chineses são acusados sob leis de interferência estrangeira implementadas em 2018. No total, os investigados já representam o quarto e o quinto indivíduos a enfrentar tais acusações, segundo as autoridades.
As autoridades ressaltam que a interferência externa é uma das principais preocupações de segurança do país. O diretor-geral da agência de inteligência australiana enfatizou, em nota conjunta com a polícia, que esse tipo de prática é inaceitável e não pode ser tolerado.
A embaixada da China em Canberra não respondeu ao pedido de comentário. O tema de interferência externa já tensiona as relações entre Canberra e Pequim, maior parceiro comercial da Austrália.
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