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Polícia local auxilia ICE ao acessar câmeras escolares em ofensiva de imigração

Polícias locais consultaram bases públicas de placas de veículos de escolas para ajudar o DHS, levantando debates sobre privacidade e uso da vigilância

Hundreds of thousands of audit logs show that police are searching a national database of automated license plate reader data for immigration-related investigations.
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  • Polícias locais dos EUA usaram câmeras de escolas ligadas à empresa Flock Safety para pesquisar dados de leitura de placas em buscas relacionadas a imigração, segundo a investigação da 74.
  • Auditorias de um mês mostram centenas de milhares de buscas no banco de dados nacional de leitura de placas, incluindo feeds de câmeras escolares, para investigações de imigração.
  • Em Alvin Independent School District, mais de 3.100 agências conduziram mais de 733 mil buscas nas câmeras da rede em um mês; 620 dessas buscas tiveram motivos de imigração.
  • Autoridades afirmam que as consultas foram feitas para ajudar o DHS, com uso de redes entre agências e casos fora da jurisdição escolar; especialistas levantam preocupações sobre privacidade.
  • A Flock Safety disse não fornecer acesso direto ao DHS e que o compartilhamento de dados é decisão do cliente; pilots com o DHS já foram pausados e há debates sobre privacidade e uso.

Em operação nos EUA, dados públicos revelam que departamentos de polícia, em várias cidades, consultaram câmeras de segurança de distritos escolares para apoiar ações de imigração federal. O material mostra buscas repetidas em um banco de dados nacional de leitura de placas de veículos, incluindo imagens capturadas por câmeras escolares, para investigações de imigração.

As auditorias, originárias de distritos do Texas que utilizam a empresa Flock Safety, indicam que agentes consultaram os registros em busca de placas, horários e outros identificadores, com o objetivo de auxiliar o DHS. As buscas ocorreram ao longo de um mês, envolvendo centenas de milhares de entradas.

Segundo as informações, mais de 100 sistemas de ensino utilizam as câmeras da Flock em redes nacionais. Em Alvin, distrito com cerca de 30 mil alunos, foram registradas mais de 733 mil buscas em um mês, sendo 620 relacionadas a imigração por 30 órgãos de segurança.

Entre os casos, constam solicitações de autoridades fora do estado para cruzar dados de câmeras que o distrito disponibiliza na rede nacional. Em Carrollton, Geórgia, agentes federais teriam pedido auxílio a policiais locais, que acessaram as placas para localizar suspeitos assumidamente fora de seu território.

Perguntas sobre privacidade e uso adequado dessas tecnologias aparecem com frequência. Pesquisadores destacam o alcance possível dessas redes, que vão além da segurança em campus, e o peso de decisões compartilhadas entre clientes locais e agências federais.

A Flock Safety afirma que não concede acesso direto ao DHS nem decide por conta própria como os dados são compartilhados; a decisão cabe aos clientes, como as escolas. A empresa manteve posição de que a cooperação com autoridades federais ocorre apenas em casos de crimes graves, com participação de parceiros públicos locais.

Escolas dizem ter adquirido as câmeras para fins de segurança, mas a análise aponta que o uso de imagens de campus pode envolver demonstrações de colaboração com agentes federais, especialmente em ações de grande alcance. Juristas e estudiosos discutem impactos sobre privacidade estudantil.

Na prática, perguntas sobre o equilíbrio entre segurança pública e direitos de alunos ganham força, à medida que mais distritos consideram limites de compartilhamento de dados com agências federais. Especialistas pedem maior transparência e padrões claros de uso.

Fontes da reportagem indicam que a auditoria e a coleta de dados foram realizadas pela 74, em parceria com organizações de defesa de direitos, com acesso a documentos públicos. O material aponta para uma cadeia de cooperação que envolve câmeras em escolas, redes locais e auditorias nacionais.

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