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Crianças na Inglaterra expostas a anúncios online de produtos nocivos

Relatório revela que adolescentes são bombardeados online com anúncios de produtos prejudiciais, como dietas farmacológicas, esteroides e clareadores de pele

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Dame Rachel de Souza has called for urgent action to stop the online world profiting from children’s insecurities.
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  • Um estudo encomendado pela comissária infantil da Inglaterra aponta que adolescentes são bombardeados online com produtos prejudiciais, como remédios para perder peso, esteroides e cremes clareadores de pele.
  • Entre adolescentes de 13 a 17 anos, 41% já viram remédios para emagrecer com venda apenas mediante receita, 27% viram cremes de clareamento potencialmente tóxicos e 24% viram esteroides ou outros produtos para ganhar massa muscular.
  • As exposições ocorrem em conteúdos de influenciadores, publicidade de criadores de conteúdo e em jogos, mesmo com muitos desses itens proibidos para menores de dezoito anos.
  • O governo está consultando a possibilidade de banir o uso de redes sociais para menores de 16 anos, mas a comissária ressalta que a medida não garante proteção imediata e pede ações enérgicas com fiscalização eficaz.
  • O relatório também mostra impactos negativos na autoestima dos jovens e aponta desigualdades étnicas, com maiores relatos de uso entre crianças negras e adolescentes asiáticos.

Um estudo encomendado pelo comissário das crianças da Inglaterra mostrou que jovens estão sendo expostos online a produtos prejudiciais, como drogas para emagrecer, esteroides e cremes clareadores da pele. A pesquisa analisou conteúdos em redes, jogos e apps.

Cerca de 41% de adolescentes entre 13 e 17 anos disseram ter visto drogas para emagrecer com receita, 27% cremes clareadores potencialmente tóxicos e 24% esteroides ou substâncias para aumentar músculos. Observou-se relação com conteúdos de influenciadores e anúncios de criadores de pequeno porte.

Os resultados ocorrem em meio a discussões sobre uma possível proibição de redes para menores de 16 anos. A comissária Rachel de Souza afirma que a medida isolada não garante proteção imediata e cobra ações de enforcement claras.

Não apenas produtos de saúde, também houve exposição a planos de dieta, regimes de exercícios e produtos de emagrecimento aquém de prescrição. Um quinto dos jovens já comprou ou experimentou itens de emagrecimento sem indicação médica.

Impactos e desigualdades

Mais de três quartos dos entrevistados disseram que a exposição afetou negativamente a autoestima. Houve percentuais elevados de crianças negras e asiáticas que relataram ter visto anúncios de produtos proibidos para menores.

O relatório recomenda banir anúncios de redes sociais direcionados a crianças, fortalecer o código de conduta da Ofcom e reforçar a fiscalização de venda on-line de produtos com restrição etária. O governo mantém a discussão pública sobre medidas mais restritas.

O governo informou que a Lei de Segurança Online já traz proteções fortes e que haverá consulta nacional sobre medidas adicionais para proteger jovens online, incluindo temas como moderação de conteúdo e acesso a plataformas.

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