- Carnaval de 2026 deve movimentar cerca de R$ 14,5 bilhões em receitas no Brasil, com aumento de 3,9% em relação ao ano anterior.
- A data é alvo de golpes via máquinas de cartão, Pix e plataformas digitais; entre julho de 2024 e junho de 2025, cerca de 24 milhões de brasileiros foram vítimas, com prejuízo de quase R$ 29 bilhões.
- A Serasa Experian aponta que, no Carnaval, ocorre uma fraude a cada 2,4 segundos envolvendo documentos, dados pessoais e celulares, com expectativa de intensificação neste ano.
- Especialistas recomendam cautela em redes públicas: evitar acesso a serviços financeiros, checar redes legitimamente disponíveis e desativar a conexão automática.
- Dicas principais: verificar remetentes, não clicar em links desconhecidos, ativar autenticação de dois fatores, usar senhas fortes e únicas, confirmar dados antes de confirmar Pix ou boletos e acessar sites oficiais.
Como Se Proteger dos Golpes Mais Perigosos do Carnaval? 2026 promete movimentar valores recordes no turismo do país, com previsão de receitas de cerca de R$ 14,5 bilhões. A estimativa é da CNC e indica crescimento de 3,9% em relação a 2025. O maior movimento ocorre nas festas e nos eventos da folia.
A mesma data festiva figura como ambiente propenso a golpes financeiros. Entre julho de 2024 e junho de 2025, aproximadamente 24 milhões de brasileiros foram vítimas de fraudes envolvendo máquinas de cartão, Pix e plataformas digitais, com prejuízo agregado próximo a R$ 29 bilhões, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Além disso, a Serasa Experian aponta que, durante o Carnaval, uma tentativa de fraude ocorre a cada 2,4 segundos, envolvendo documentos, dados pessoais e celulares. Observa-se a tendência de intensificação das ações criminosas neste período.
Alerta de especialistas
Gilberto Reis, diretor de operações da Runtalent, ressalta que a atenção deve ser redobrada durante o feriado, principalmente pela maior circulação de redes públicas para acessar apps bancários. A prática aumenta a vulnerabilidade a golpes que visam dados financeiros.
Para evitar os golpes, as autoridades recomendam avaliar remetentes, evitar clicar em links desconhecidos e não compartilhar códigos de verificação. Criminosos costumam se passar por empresas, bancos ou contatos conhecidos para induzir as vítimas a revelar senhas ou dados sensíveis.
Dicas práticas de proteção
Conectado a redes Wi-Fi públicas, confirme se a rede é legítima e evite acessar contas sensíveis ou fazer compras. Desative a conexão automática para impedir logins não autorizados. Ative a autenticação de dois fatores em e-mails, redes sociais e apps bancários para dificultar o acesso.
Proteja senhas evitando padrões óbvios e não reutilize códigos entre plataformas. Na hora de Pix e boletos, confirme dados como o nome do destinatário e o CNPJ da empresa antes de confirmar o pagamento. Cheque, quando possível, os primeiros dígitos da linha digitável dos boletos para identificar o banco emissor.
Quando houver recebimento de links por mensagens ou redes sociais, prefira acessar o site oficial da empresa ou o app do banco, sem digitar informações sensíveis em páginas de terceiros.
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