- O Palestine Action Group planeja uma marcha de Town Hall ao parlamento estadual na segunda-feira à noite, em desacordo com a declaração de restrição de reunião pública ampliada pela polícia.
- A polícia negocia com Josh Lees, da Palestina Action Group, para que o trajeto seja alterado para Hyde Park, com a intenção de reduzir tensões.
- O premier Chris Minns acionou a legislação de grande evento, concedendo poderes adicionais à polícia para deslocar pessoas, fechar locais e impor restrições, com multas de até $5.500.
- O grupo pretende mover ações no Supremo Tribunal de New South Wales para contestar os poderes do governo, afirmando que as medidas violam liberdades civis.
- A polícia estima o patrulhamento de mais de três mil oficiais em Sydney durante a visita, com corte de vias, motorcursos, cercas e barreiras previstas; organizadores foram orientados a manter negociação.
O protesto planejado pelo Palestine Action Group em Sydney envolve uma marcha pelas ruas do CBD durante a visita do presidente israelense Isaac Herzog. O grupo planeja sair da Town Hall em direção ao parlamento estadual, em uma ação que contesta as políticas de Israel e amplia o debate sobre direitos civis. O evento ocorre na noite de segunda-feira, enquanto a polícia impõe restrições de assembleia pública.
O grupo enfrenta a extensão da área designada pela polícia, que restringe manifestações sem pagamento de risco de prisão. A designação cobre a região central entre Town Hall, parte norte do CBD e subúrbios leste, mas exclui Hyde Park. A polícia pede que a marcha seja redirecionada para Hyde Park e Belmore Park para reduzir riscos de conflito.
O secretário de Segurança, o comissário interino Paul Dunstan, confirmou negociações com Josh Lees, porta-voz do Palestine Action Group. Dunstan afirmou que a mudança de trajeto facilitaria protestos pacíficos, evitando superlotação e confrontos com forças de segurança.
Ambiente de segurança e poderes de emergência
O premier Chris Minns informou que o desvio proposto reduziria tensões, mantendo o direito de manifestação sem expor moradores a confrontos. Minns enfatizou que as autoridades seguem negociando até o último momento, na expectativa de manter a ordem pública durante a visita.
Minns autorizou o uso de poderes especiais para eventos de grande porte, permitindo deslocamento de pessoas, fechamento de locais e medidas para evitar riscos. Quem desrespeitar as orientações pode sofrer multas de até 5.500 reais.
Lees indicou que o Palestine Action Group entrará com ações na Suprema Corte de NSW na segunda-feira para contestar a extensão de poderes. O grupo acusa as medidas de restringirem liberdades civis e de criminalizarem expressão e reunião política.
Além dessa ação, o grupo mantém outra contestação jurídica já em andamento contra leis anti-protesto aprovadas após ataques no Bondi. As iniciativas representam o esforço do movimento em sobrevivência legal contra restrições estatais.
Mais de 3.000 policiais devem atuar em Sydney durante a passagem do presidente Herzog, com motorcarridades, zonas de via exclusiva e cercas instaladas no CBD. Dunstan pediu que o público acompanhe as orientações e mantenha a normalidade das atividades diárias.
O comissário ressaltou que a operação busca segurança para moradores e visitantes, mantendo a cidade funcionando. A polícia continua em negociação com os organizadores para evitar conflitos e promover protestos pacíficos.
Entre na conversa da comunidade