- Em Santa Clara, Calif., a menos de um mês do Super Bowl, moradores e autoridades temem operações de imigração do ICE durante o jogo, apesar de anúncios de oficiais de que não haverá ações previstas.
- A NFL afirmou que não haverá atividades de aplicação de imigração durante o evento, e o governador da Califórnia, Gavin Newsom, disse que houve garantia de que não haverá enforcement ligado ao jogo.
- A prefeitura de Santa Clara aprovou lei que proíbe autoridades federais de usar propriedades da cidade para enforcement; moradores pré-veem protestos e voluntários planejam fiscalização próxima ao estádio Levi’s.
- Líderes distritais e congressistas, incluindo Ro Khanna e outros 21 membros do Congresso, enviaram carta pedindo que o DHS não despenda agentes de imigração no Super Bowl.
- Mesmo com mensagens de tranquilização, autoridades locais permanecem em alerta para enfrentar possíveis impactos na segurança e antecipam dificuldades adicionais enquanto se preparam para a Copa do Mundo e eventos internacionais na região.
Apesar de garantias oficiais, moradores e autoridades se preparam para possível presença de ICE durante o Super Bowl em Santa Clara, Califórnia. A cidade recebe dezenas de milhares de visitantes neste fim de semana, para a maior partida do futebol americano.
A preocupação aparece entre residentes de Santa Clara, onde quase metade da população nasceu fora dos EUA, e entre autoridades locais que estimam impactos potenciais na vida da comunidade. O tema é suficiente para gerar receio entre famílias, que temem discriminação ou ações de imigração.
Entre as entidades envolvidas, o Departamento de Segurança Interna (DHS) e o governo estadual foram mencionados pela imprensa. A NFL, porém, afirma confidência de que não haverá operações de ICE durante o evento.
O prefeito da cidade, Lisa Gillmor, afirmou que há temor entre moradores, com relatos de receio de enviar crianças à escola ou de permanecer na cidade durante o fim de semana do jogo.
A NFL reiterou, via chefe de segurança Cathy Lanier, que não há atividades de fiscalização de imigração planejadas para o Super Bowl. As declarações visam acalmar a apreensão local.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, disse que seu gabinete foi informado de que não haverá enforcement relacionado ao jogo. O DHS não confirmou operações futuras em Levi’s Stadium, citando política de não divulgar operações.
Tricia McLaughlin, secretária adjunta do DHS, declarou que o órgão trabalha com parceiros locais e federais para manter o Super Bowl seguro, como em outros grandes eventos, sem detalhar operações.
O presidente da Câmara de Santa Clara, Otto Lee, pediu calma e ressaltou que a polícia local atuará conforme a lei, destacando que não haverá cooperação com ações federais que causem caos ou ameacem residentes.
Paralelamente, um grupo de congressistas, liderado pelo deputado Ro Khanna, enviou carta a Noem para exigir que o DHS não envie agentes de imigração ao evento, destacando a celebração e a economia gerada pela torcida.
Medidas locais
A prefeitura aprovou uma norma que impede autoridades federais de usar propriedades municipais para ações de imigração, em resposta às preocupações da população. Ainda há mobilização de voluntários para patrulhas comunitárias ao redor do estádio.
Analistas observam que, além do Super Bowl, a cidade se prepara para a Copa do Mundo e o volume de visitantes internacionais. Em Santa Clara, redes locais mantêm vigilância sobre possíveis atividades de ICE para evitar transtornos.
A tensão persiste entre moradores, governo local e entidades federais. Embora haja alívio provisório com os anúncios de NFL e autoridades, a cidade permanece em estado de alerta e planejamento para lidar com eventualidades.
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