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EUA e China não assinam declaração conjunta sobre uso de IA na defesa

Quase um terço dos países presentes no cúpula de IA militar assina declaração não vinculativa; EUA e China optam por não aderir, sinalizando divergências

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
U.S. and Chinese flags are seen in this illustration taken March 20, 2025. REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
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  • Em A Corunha, na Espanha, 35 dos 85 participantes do encontro REAIM assinaram um compromisso com 20 princípios sobre uso de IA na esfera militar.
  • EUA e China optaram por não assinar o acordo, que não é vinculante, refletindo tensões entre aliados ocidentais e posições de grande potências.
  • O texto destaca responsabilidade humana sobre armas movidas a IA, clareza na cadeia de comando e divulgação de arranjos de supervisão nacional, quando compatível com a segurança.
  • Também enfatiza avaliações de risco, testes robustos e treinamento de pessoal que opera capacidades de IA militar.
  • Entre os signatários de maior peso estão Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Holanda, Coreia do Sul e Ucrânia; atos anteriores, em Haia e Seul, já tinham apoio de cerca de sessenta países.

A Corunha, Espanha — Um terço dos países presentes na cúpula de IA militar concordou, nesta quinta-feira, com uma declaração para orientar o uso da tecnologia em conflitos. China e EUA optaram por não assinar o documento. O encontro aconteceu durante a Cúpula REAIM em A Corunha.

O objetivo é definir princípios para o uso responsável de IA em armamentos, com ênfase em responsabilidade humana, comando claro e supervisão nacional. O acordo não é vinculante, mas busca evitar acidentes e escaladas por meio de regras.

Ressalvas sobre o ritmo do avanço tecnológico foram destacadas por participantes. Países temem que o desenvolvimento acelerado da IA supere normas existentes para o uso militar, aumentando riscos de erro e de escalada.

Entre os signatários, constam Canadá, Alemanha, França, Reino Unido, Holanda, Coreia do Sul e Ucrânia. A lista inclui nações de diferentes blocos, com interesse em governança compartilhada.

Segundo analistas, o dilema dos governos é equilibrar restrições responsáveis sem se colocar em desvantagem frente adversários. Rússia e China aparecem como motores de aceleração tecnológica, segundo avaliações.

A reunião em A Corunha reuniu 85 delegações, com 35 assinando o conjunto de 20 princípios. A declaração enfatiza avaliação de riscos, testes robustos e formação de pessoal envolvido em capacidades de IA militar.

Desde 2023, eventos anteriores em Haia e Seul já contaram com adesão de cerca de 60 países, sem compromisso legal, apenas um blueprint para ação. Nesta edição, a natureza não vinculante permaneceu, mas com cautelas preservadas.

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