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HRW pede mudanças nas políticas de segurança pública no Brasil

HRW defende reformas na segurança pública brasileira, combate ao crime organizado e investigações independentes, após 5.920 mortes policiais em 2025

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Operação policial no Rio de Janeiro em 28 de outubro de 2025 deixa mais de 100 mortes. Foto: Mauro Pimentel/AFP
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  • HRW recomenda mudanças nas políticas de segurança pública no Brasil, com desmantelamento do crime organizado, investigações independentes e reformas na atuação policial.
  • O relatório classifica a segurança como tema central da campanha eleitoral deste ano, cobrando propostas baseadas em evidências científicas e melhor coordenação entre órgãos federais e estaduais.
  • Entre janeiro e novembro de dois mil e vinte e cinco, a polícia matou cinco mil novecentos e vinte pessoas no Brasil.
  • As vítimas negras são as mais impactadas, com até três vezes e meia mais chances de morrer do que pessoas brancas; muitas mortes são classificadas como execuções extrajudiciais.
  • O documento destaca abusos, corrupção e desconfiança nas comunidades, e reforça a necessidade de proteger direitos ao combater o crime organizado e possíveis ligações com agentes públicos.

Em relatório anual, a Human Rights Watch (HRW) apresenta recomendações para mudanças nas políticas de segurança pública no Brasil. A organização aponta que a segurança será tema central da campanha presidencial deste ano.

A HRW destaca a necessidade de desmantelar o crime organizado e de investigar ligações entre criminosos e agentes públicos. O documento também defende reformas que tornem o trabalho da polícia mais eficaz, com garantias de investigações independentes.

A organização afirma que estratégias baseadas no uso irrestrito da força letal não reduzem a violência e, na prática, aumentam a insegurança. César Muñoz, diretor da HRW no Brasil, frisa esse ponto no relatório.

Contexto e evidências

A HRW apura que, entre janeiro e novembro de 2025, a polícia brasileira matou 5.920 pessoas. A organização aponta que as vítimas são majoritariamente negras, com maior probabilidade de queda violenta do que brancos.

Segundo o relatório, parte das mortes ocorre em cenários de legítima defesa, mas muitas são consideradas execuções extrajudiciais. O texto cita abusos e corrupção nas forças de segurança como fatores de desconfiança.

A HRW alerta que o tema da segurança pública precisa constar entre as prioridades do processo eleitoral deste ano. A organização recomenda que candidatos apresentem propostas de segurança e justiça com base em evidências científicas.

Propostas para as eleições

A HRW sugere que as candidaturas apresentem medidas para proteger direitos diante do crime organizado e das ações da polícia em bairros de baixa renda. A entidade também enfatiza a importância de melhor coordenação entre órgãos federais e estaduais. Sejam propostas, segundo a organização, embasadas em dados confiáveis.

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