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Governo usará tecnologia quântica para garantir segurança de documentos digitais

Instrução normativa amplia uso de criptografia quântica na ICP-Brasil; certificados digitais passam por atualização até o primeiro semestre de 2026

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Computação quântica: sistemas governamentais serão assegurados por algoritmos criptográficos em breve (ciencia-online.net)
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  • O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação adicionará algoritmos criptográficos à Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras (ICP-Brasil) para fortalecer documentos digitais.
  • A instrução normativa publicada no Diário Oficial da União determina que as mudanças entram já no primeiro semestre de 2026.
  • O presidente do ITI afirma que a transição acontece com computação quântica para aumentar a segurança de assinaturas, envelopes criptográficos e demais certificados.
  • O novo manual técnico, DOC-ICP-01.01, já estabelece chaves assimétricas e outros padrões, com as mudanças disponíveis no gov.br.
  • Para o usuário, as assinaturas digitais poderão ter carimbo de tempo, mantendo o mesmo fluxo de uso, enquanto a implementação final ainda não tem data definida.

O governo dará maior segurança a documentos digitais com a adoção de algoritmos criptográficos baseados em computação quântica. A medida faz parte de uma nova instrução normativa publicada no Diário Oficial da União e envolve a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras ICP-Brasil.

A decisão é atribuída ao Instituto Nacional de Tecnologia da Informação ITI. Segundo o presidente do órgão, Enylson Camolesi, a transição antecipa a proteção de certificados, assinaturas digitais e envelopes criptográficos diante do avanço da tecnologia quântica.

A instrução normativa já atualiza o manual técnico DOC-ICP-01.01, definindo novas chaves assimétricas para serviços atualizados. As modificações entram em vigor no primeiro semestre de 2026 e afetam sistemas governamentais que utilizam certificados digitais.

O que muda para o usuário

Para o usuário final, a operação de documentos digitais permanece equivalente, mas as assinaturas poderão incorporar um carimbo de tempo. O objetivo é assegurar a validade do documento em qualquer momento, mantendo a funcionalidade atual.

Além disso, o governo aponta que o reconhecimento de documentos e assinaturas eletrônicas pode ganhar adesão, acompanhando tendências internacionais para a longevidade dos sistemas. A mudança também visa proteger comunicações governamentais, registros civis, de saúde e transações com valor probatório.

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