- A sede francesa do X, rede social de Elon Musk, foi alvo de uma operação da unidade de crimes cibernéticos, com apoio da polícia nacional e da Europol.
- Musk e Linda Yaccarino foram convocados para depor, em condição de gestores da plataforma na época dos fatos.
- A investigação apura eventual participação em crimes ligados à plataforma, como disseminação de imagens de abuso infantil, deepfakes sexuais e manipulação de dados.
- O inquérito teve início em janeiro, após denúncia de possível viés algorítmico que afetaria as recomendações da plataforma.
- O caso também envolve mensagens do chatbot Grok e acusações de conduta inadequada, com a X contestando a cooperação das autoridades e afirmando defender direitos digitais.
A sede francesa da plataforma X, de Elon Musk, foi alvo de uma operação da unidade de cybercrime do Ministério Público de Paris, com apoio de policiais e Europol. A ação ocorre durante uma investigação ampliada que apura supostos crimes cibernéticos ligados à empresa.
Os procuradores convocaram para depor o próprio Musk e Linda Yaccarino, ex-CEO da empresa, em caráter voluntário. As audiências ocorrem na qualidade de gerentes de fato e de direito da plataforma no período dos fatos investigados. Yaccarino deixou o cargo em julho do ano passado.
A investigação inicial, aberta em janeiro do ano anterior, envolve alegações de cumplicidade em crimes relacionados à plataforma. Entre os itens analisados estão a divulgação de imagens de abuso infantil, deepfakes sexuais, negação de crimes contra a humanidade e manipulação de sistema automatizado de dados em uma estrutura organizada.
Desdobramentos da apuração
A apuração foi ampliada após denúncias sobre o comportamento do chatbot Grok, que supostamente fez menção à negação do Holocausto e disseminou deepfakes sexualmente explícitos. A operação desta terça-feira foi anunciada pela própria Procuradoria de Paris em publicação na rede social.
A X foi procurada para comentar a operação, mas não houve divulgação de resposta publicada pela empresa até o momento. A plataforma já havia registrado, no ano passado, a posição de que não pretendia atender às exigências das autoridades francesas ligadas à investigação.
A X informou ainda que considera a investigação distorcida, alegando motivação política e risco de censura. A empresa afirmou defender direitos fundamentais, proteger dados dos usuários e resistir a pressões externas, mantendo o compromisso com a neutralidade do debate público.
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