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Família de Harvey Willgoose alerta que sinais foram ignorados antes do ataque escolar

Família de Harvey Willgoose acusa falhas da escola, aponta sinais ignorados e defende mudanças nacionais, incluindo arcos detectores de faca

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Harvey Willgoose and his father, Mark.
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  • Harvey Willgoose, de 15 anos, foi morto a facadas na escola All Saints Catholic High School, em Sheffield, por outro aluno durante o intervalo.
  • O agressor, Mohammed Umar Khan, cumpre pena mínima de dezesseis anos de prisão.
  • Um relatório encomendado pela instituição aponta várias “red flags” ignoradas e falhas em liderança, política pública e registro de dados.
  • A família de Harvey exige a publicação integral do relatório e defende mudanças nacionais de segurança nas escolas, incluindo arcos detector de facas.
  • Entre as recomendações, está o compartilhamento completo de registros de proteção e comportamento entre escolas e a clarificação das responsabilidades em estruturas de proteção e conduta.

Harvey Willgoose, de 15 anos, foi morto por outro aluno durante o intervalo na All Saints Catholic High School, em Sheffield. O assassinato ocorreu há um ano e o causador foi Mohamed Umar Khan, que cumpre uma pena mínima de 16 anos. Um relatório encomendado pelo trust que administra a escola aponta falhas graves no monitoramento de riscos e de conduta anteriores ao crime.

A família de Harvey afirma que o homicídio foi evitável e que houve várias oportunidades perdidas para identificar sinais de violência e de comportamentos de risco. A mãe, Caroline Willgoose, disse que pretende transformar a dor em mudança real para impedir que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento.

O relatório, elaborado por um ex-diretor de escola e inspetor da Learn Sheffield, destaca deficiências na liderança, na aplicação de políticas nacionais e em registros de proteção e conduta. Segundo o responsável jurídico da família, foram registradas falhas de comunicação e de responsabilidade na transferência de Khan para a escola.

Recomendações do relatório

O documento aponta que registros de proteção e de comportamento não foram solicitados nem avaliados antes da transferência de Khan, e que, após a chegada, não houve leitura adequada dos dados por questões de responsabilidade. A família também cita 130 incidentes envolvendo Khan, como violência e uso de armas, que não foram devidamente observados pela escola.

A defesa de Harvey afirma que as recomendações, que envolvem maior compartilhamento de informações entre escolas e definição clara de responsabilidades, devem servir como base para aprimorar a proteção de estudantes. O portfólio de medidas inclui a necessidade de padronizar práticas de salvaguarda e de melhorar a formação de profissionais da educação.

A instituição responsável pela gestão da escola informou que as recomendações foram divulgadas, mas não o relatório completo, por envolver informações sensíveis. Entre as propostas está a melhoria de processos de compartilhamento de dados entre escolas e a revisão de funções no âmbito da salvaguarda e do comportamento.

Caroline Willgoose reforça o impacto da perda na família e diz que a comunidade escolar precisa agir para evitar que outros jovens enfrentem situações semelhantes. O caso também motivou a campanha por dispositivos de detecção de violência em entradas escolares, conforme apurado pela reportagem.

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