- O tenente-general Joshua Rudd, indicado por Donald Trump para chefiar a Agência de Segurança Nacional, disse apoiar manter os amplos poderes de vigilância estrangeira criados após os atentados de 11 de setembro de 2001.
- Em audiência no Senado, ele não se comprometeu a exigir mandado antes de direcionar vigilância a pessoas nos Estados Unidos.
- A seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira permite à NSA vigiar estrangeiros usando dados da infraestrutura digital dos EUA, e a renovação está em discussão para abril.
- Rudd classificou a seção 702 como indispensável e crucial para a missão da NSA.
- Questionado sobre mandados, ele disse que, se confirmado, cumpriria as leis aplicáveis, mas não apresentou posição firme sobre a necessidade de mandado judicial.
O cotado de Donald Trump para chefiar a Agência de Segurança Nacional (NSA), o tenente-general do Exército dos EUA Joshua Rudd, afirmou nesta quinta-feira apoiou manter os amplos poderes de vigilância externa criados após os ataques de 11 de setembro de 2001. A defesa ocorreu durante a sabatina no comitê de Inteligência do Senado.
Rudd endossou a Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA), que permite à NSA monitorar estrangeiros no exterior com dados oriundos da infraestrutura digital norte-americana. A proposta de ampliar controles judiciais antes de buscas nos dados ganhou atenção ao ser apresentada na Câmara em 2024, mas acabou rejeitada por um voto.
Durante a audiência, o general respondeu a perguntas sobre a exigência de mandado para direcionar a vigilância a pessoas nos Estados Unidos. Declarou que, se confirmado, executará a missão de inteligência externa conforme as autoridades atribuídas e as leis aplicáveis, sem esclarecer se insistiria em mandado nos casos internos. O senador Ron Wyden criticou a falta de clareza da resposta.
Rudd atualmente atua como o segundo na Força-Tarefa do Comando Indo-Pacífico dos EUA, cargo que ocupa antes da indicação para a NSA. A NSA, órgão integrante do Departamento de Defesa, tem como função monitorar, coletar e processar informações para fins de inteligência e contrainteligência globais. A sabatina ocorre em meio a debates sobre renovação de poderes de vigilância, prevista para abril.
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