- A área de espaço aéreo de El Paso foi fechada por horas após o uso de um laser anti-drone pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).
- A New York Times aponta que agentes da CBP acharam que estavam abatendo um drone, mas, na verdade, era um balão de festa.
- A Administração Federal de Aviação (FAA) fechou o espaço aéreo em torno do aeroporto internacional de El Paso por motivos de segurança especial e, minutos depois, o reabriu.
- O laser foi fornecido pelo Pentágono e a tecnologia usada foi o LOCUST, de vinte quilowatts, atuando próximo à base Fort Bliss sem coordenação com a FAA, segundo a Associated Press.
- Legisladores solicitam explicações sobre o ocorrido, cobrando responsabilização e uma avaliação das falhas de comunicação entre as agências.
El Paso ficou com o espaço aéreo parcialmente interrompido por horas após a utilização de um laser anti-drone pela customs and border protection (CBP). A ação, descrita por fontes como uma resposta a supostas aeronaves drones ligadas a cartéis, provocou o fechamento do entorno do aeroporto internacional na cidade, no Texas, na última quarta-feira.
Segundo relatos, a FAA encerrou a área por motivos de segurança, afetando voos comerciais e o transporte médico de emergência. A decisão inicialmente tinha previsão de durar 10 dias, mas a área foi reaberta dentro de poucas horas. Autoridades disseram ter agido com rapidez para lidar com a suposta incursão de drones.
O que aconteceu realmente
A CBP afirmou que detectou e respondeu a drones na região, mas informações posteriores indicaram que o alvo não seria uma aeronave de cartéis, e sim um balão de festa. A CBS News, citando fontes, informou que um balão foi abatido durante as operações. A narrativa inicial envolvendo cartéis gerou controvérsia e levou a investigações sobre o planejamento da resposta.
Quem está envolvido
O aparato envolvido incluiu a CBP, a Agência de Aviação Federal (FAA) e o Pentágono, que colaboraram com o uso da tecnologia AeroVironment LOCUST, um laser de energia direta de 20 kilowatts. O poder de fogo foi empregado perto de Fort Bliss, base do Exército dos EUA em El Paso, sem coordenação prévia com a FAA, segundo a Associated Press.
Repercussões e posicionamentos
A discussão envolve autoridades federais e legisladores: senadores e membros da Câmara cobram explicações sobre o que ocorreu, a segurança dos protocolos e a comunicação pública. A Comissão de Segurança de fronteiras tem recebido solicitações de esclarecimentos sobre possíveis falhas de coordenação entre agências.
Contexto político e regional
O episódio somou-se a críticas sobre as alegações de autoridades da administração anterior sobre o uso de drones por cartéis mexicanos para monitoramento e contrabando. Em resposta, representantes locais defenderam a necessidade de apurar responsabilidades e assegurar a transparência de informações para o público.
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