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Rússia tenta lentamente isolar sua internet do mundo, dizem analistas

Analistas dizem que a Rússia avança na fragmentação da internet, com bloqueios crescentes ao Telegram, quedas de rede móvel e possível lançamento de serviço de mensagens estatal

Police speak with a man and a woman carrying a paper map, symbolising the loss of access to phone navigation, during a protest in St Petersburg against internet restrictions.
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  • Rússia conduz um esforço lento e pouco transparente para separar sua internet do resto do mundo, com quedas de conexão móvel e restrições de tráfego em cidades e províncias.
  • O bloqueio do Telegram se intensifica desde 20 de março, com interferência verificada em mais de 500 redes; Moscow e São Petersburgo são afetadas, com previsão de bloqueio total já em abril e possível substituição por um serviço de mensagens doméstico, o Max.
  • Vários cortes de redes móveis têm ocorrido por mais de um ano, com acesso limitado a uma “lista branca” de sites previamente aprovados; recentemente houve queda total do acesso na região central de Moscou.
  • Analistas afirmam que os bloqueios são mais amplos e técnicos do que antes, indicando maior capacidade, ainda que a infraestrutura de internet na Rússia seja mais descentralizada que no Irã.
  • Autoridades já sinalizaram que serviços como WhatsApp podem ser bloqueados e que o Telegram seguiria, enquanto lojistas relatam aumento na venda de pagers, mapas impressos e telefones móveis simples como alternativas.

O governo russo intensificou um esforço gradual para dissociar a internet do restante do mundo, segundo analistas e ativistas. A tática envolve cortes móveis de acesso, restrições a tipos de tráfego e bloqueios crescentes ao Telegram, aplicativo essencial de comunicação no país.

Dados da Open Observatory of Network Interference indicam que o Telegram tem enfrentado bloqueios em mais de 500 redes desde 20 de março, com efeito visível em várias regiões, incluindo Moscou e São Petersburgo. A medida é descrita como menos visível que a de Irã, por ter infraestrutura mais descentralizada.

Analistas da Amnezia VPN afirmam que os bloqueios ao Telegram são mais amplos e tecnicamente mais sofisticados do que ações anteriores. Eles apontam interrupções generalizadas em cerca de 15 regiões, sugerindo maior capacidade de censura.

A agência reguladora Roskomnadzor sinalizou a intenção de bloquear o Telegram de vez no começo de abril, em meio a declarações de autoridades sobre a neutralização de serviços de mensagens externos. Há relatos de planos para um novo aplicativo estatal de mensagens, o Max, ainda sem data.

Paralelamente, as redes móveis têm passado por bloqueios intermitentes em grandes áreas do país, com o acesso permitido apenas a uma lista branca de sites pré-aprovados. Em Moscow, o centro da cidade já registrou interrupções no acesso à banca digital e a chamadas.

Com o bloqueio progressivo, varejistas relatam aumento na procura por pagers, mapas impressos e celulares simples, como alternativas para comunicação e informações essenciais. O impacto tem sido sentir no cotidiano de milhões de usuários.

Autoridades defendem medidas para proteger a infraestrutura e reduzir vulnerabilidades, enquanto especialistas destacam que a estratégia pode ampliar a dependência de ferramentas governamentais e reduzir a circulação de informações.

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