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Irã muda estratégia de mídia social para guerra de informações em ataque dos EUA

Irã amplia estratégia de mídia social em guerra de informação, com campanha assimétrica para intensificar pressão moral sobre EUA e Israel

An Iranian man inspects a damaged residential building in southern Tehran, Iran, 15 March 2026.
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  • Irã mudou radicalmente sua estratégia de redes sociais, lançando uma guerra de informação para ampliar a pressão moral sobre os EUA e Israel.
  • Especialistas afirmam que as operações de influência externa se aceleraram, em uma campanha assimétrica que busca complementar retaliação militar.
  • As ações visam plataformas como X, Instagram e Bluesky, com conteúdos que exploram a popularidade da guerra nos EUA e memes que zombam de Trump e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
  • A operação inclui vídeos e imagens gerados por inteligência artificial, além de tentativas de desinformação sobre ataques e danos envolvendo alvos americanos e israelenses.
  • Analistas dizem que o esforço cibernético se tornou parte central da estratégia de sobrevivência do regime, ao lado de retaliação militar e do fechamento de parte da internet no país.

Iran muda estratégia de mídia social para intensificar guerra de informação

O regime iraniano passou a operar uma campanha de influência de alto alcance, com foco em guerra de informações, visando pressionar os EUA e Israel. A opção é apresentada como resposta aos ataques militares promovidos pelos dois países contra o Irã. Especialistas apontam que as ações buscam complementar a retaliação militar com pressão moral e opinião pública internacional.

Segundo estudos recentes, as operações estrangeiras de influência do Irã ganharam ritmo e viraram uma frente “assimétrica”. O objetivo é explorar a rejeição interna ao conflito nos Estados Unidos e em aliados, mantendo o momentum da narrativa oficial. As ações incluem divulgações em plataformas como X, Instagram e Bluesky, com mensagens direcionadas a diferentes segmentos.

Foi observado um reposicionamento de conteúdos, deixando de lado temas de escopo regional para priorizar um único tema central: o apoio à linha do governo diante da ofensiva contra Israel e o que é apresentado como agressão externa. Além de textos, circulam vídeos criados por inteligência artificial e memes que atacam líderes adversários, entre eles o premiê de Israel.

A campanha também utiliza conteúdos que simulam avanços militares e danos em alvos estratégicos, tanto em redes quanto em redes de emojis visuais. Tais materiais ganharam maior circulação após o início dos ataques, ampliando a desinformação em ambientes com grande base de usuários que apoiam o governo.

Esses movimentos ocorrem em meio a relatos de mais de censuras à internet no Irã, com o governo preparando punições para quem utilizar internet via satélite, como a Starlink. Expatriados iranianos relatam recebimento de ligações ou avisos online para não veicular mensagens contrárias ao regime, sob a ameaça de perder a cidadania ou enfrentar retaliações a familiares.

Analistas veem a estratégia como parte de uma plataforma de sobrevivência do regime, associada à resposta militar e ao controle do estreito de Hormuz. A equipe de pesquisa da Clemson University aponta que a ofensiva digital já substituiu, em muitos casos, operações anteriores voltadas a estimular discordâncias políticas na Grã-Bretanha e nos EUA.

A reportagem também destaca que conteúdos supostamente autênticos, criados para parecerem de contas de trolls regionais, passaram a atacar símbolos de ataque ao Irã e a justificar o conflito. Em alguns casos, conteúdos de fontes oficiais iranianas passaram a ser veiculados por embaixadas e agentes prostados em redes sociais, ganhando ampla visibilidade.

Especialistas ressaltam que o objetivo é explorar fissuras na debate político americano para ampliar críticas ao conflito. A mudança de foco inclui a amplificação de mensagens associadas a figuras conservadoras e a suposta centralização de responsabilidade sobre a escalada do conflito, segundo análises de pesquisadores e especialistas em influência digital.

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