- A Stryker informou que redes globais foram interrompidas por um ataque cibernético na quarta-feira, atribuído a um grupo ligado à Irã, o Handala; houve impacto no ambiente interno da Microsoft e dispositivos foram apagados, com relatos de telefones que pararam de funcionar.
- A empresa afirmou que o alcance total do impacto operacional e financeiro ainda não é conhecido e não há timeline de restauração; a situação seguia em andamento na madrugada de quinta-feira.
- A Stryker garante que seus produtos, como Mako, Vocera e LIFEPAK35, continuam seguros para uso e não há indícios de malware ou ransomware, com a interrupção restrita ao ambiente interno da Microsoft.
- O grupo Handala afirma ter extraído cinquenta terabytes de dados e ter apagado mais de duzentos mil sistemas, servidores e dispositivos móveis; imagens do logo do grupo teriam aparecido em páginas de login de funcionários.
- O ataque é visto como atingindo operações da Stryker na Europa, Ásia e nos Estados Unidos, incluindo a maior base da empresa fora dos EUA, em Cork, Irlanda, onde funcionários relataram paralisação total.
O fabricante norte-americano de equipamentos médicos Stryker informou que suas redes globais foram atingidas por um ataque cibernético na quarta-feira. O grupo ligado ao Irã, segundo a empresa, afetou o ambiente interno da Microsoft e apagou informações de dispositivos, interrompendo serviços e comunicação. O ataque ocorreu em escala global, atingindo operações na Europa, Ásia e EUA.
A empresa informou, em um filing à SEC, que o alcance operacional e financeiro do incidente ainda é desconhecido e não há prazo de restauração. O comunicado ressalta que o problema permanece em curso e que a prioridade é retomar o funcionamento das plataformas de forma segura.
A liderança da Stryker também afirmou que não há indícios de malware ou ransomware e que o problema está contido apenas no ambiente interno da Microsoft. Produtos como Mako, Vocera e LIFEPAK35 estão seguros para uso.
Responsáveis e confirmação
Um grupo ligado ao Irã, denominado Handala, assumiu a autoria do ataque em redes sociais, segundo reportagens posteriores. A notícia também indica que o grupo afirma ter extraído 50 terabytes de dados críticos e ter apagado mais de 200 mil sistemas, servidores e dispositivos móveis.
Informações de veículos de imprensa mencionam que o ataque impactou as operações da Stryker na Irlanda, EUA, Europa e Ásia. Um funcionário da base de Cork, maior site fora dos EUA, relatou interrupção generalizada e dispositivos da empresa, na sua maior parte, apagados.
A Stryker acrescenta que a interrupção global está sendo tratada com prioridade máxima e que a restauração ocorre continuamente. A empresa mantém o compromisso de manter clientes informados sobre a evolução do quadro e das ações de mitigação.
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