- Cerca de 6,5 milhões de pessoas na Somália enfrentam fome aguda devido à seca, segundo o governo e as Nações Unidas.
- Sem novo financiamento, a ajuda humanitária pode parar até abril, alertou o Programa Mundial de Alimentos (PMA).
- Mais de um terço das pessoas com fome aguda são crianças; muitos deslocados vivem em acampamentos em Mogadíscio e outras cidades.
- A seca levou o país a declarar emergência nacional em novembro, com água cara, suprimentos escassos e gado morrendo.
- O PMA já havia informado 4,4 milhões em situação de fome e reduziu a assistência para pouco mais de 600 mil, conforme avaliação da IPC.
About 6,5 milhões de pessoas na Somália enfrentam fome aguda devido à seca, informaram o governo e as Nações Unidas na terça-feira. A crise surge após anos de chuvas insuficientes e foi declarada emergência nacional em novembro. Há risco de interrupção de ajuda alimentar sem novos recursos.
Mais de um terço das pessoas com desnutrição grave são crianças, segundo o comunicado conjunto do governo somaliano e da ONU. A seca levou dezenas de milhares a fugir de casa, buscando abrigo em acampamentos em Mogadíscio e outras cidades.
O Programa Mundial de Alimentos (WFP) informou, na semana passada, que 4,4 milhões enfrentam fome aguda. O órgão também reduziu a ajuda a pouco mais de 600 mil pessoas, ante 2,2 milhões no início deste ano. Não ficou claro se houve mudança de metodologia.
Situação atual e projeções
A classificação IPC, padrão global de gravidade da crise alimentar, confirma o aumento. Mesmo com chuvas esperadas entre abril e junho, cerca de 5,5 milhões devem permanecer em crise ou pior, sendo 1,6 milhão em nível de emergência.
Regiões como Lower Shabelle sofrem com a destruição de lavouras, mortes de animais e distâncias maiores para as fontes de água. Famílias relatam perdas significativas que as obrigam a buscar abrigo fora de suas áreas.
Impacto humano
Hawo Abdi, que perdeu dois filhos, relatou às autoridades que deixou a região de Bay e chegou a Mogadíscio em busca de sobrevivência. Ela descreveu a deterioração das condições desde o início da seca.
Abdiyo Ali, refugiada na área periférica de Mogadíscio, disse que as fazendas foram destruídas e o gado morreu, deixando a família sem recursos para retornar ou recomeçar.
As autoridades destacam a necessidade de financiamento imediato para manter a assistência humanitária e evitar uma interrupção ainda maior na ajuda à população vulnerável. O acompanhamento internacional permanece ativo para monitorar a evolução.
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