Durante muito tempo, a dor intensa durante a menstruação foi tratada como normal. Muitas mulheres convivem com faltas ao trabalho, cancelam compromissos e recorrem a analgésicos para manter a rotina. A pauta hoje é diferente: dor forte pode sinalizar endometriose.
Dados da OMS apontam que a endometriose afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva. A normalização da dor feminina ainda atrasa o diagnóstico e aumenta o impacto na qualidade de vida. Especialistas destacam a necessidade de investigar sintomas persistentes.
Para a ginecologista Karoline Prado, a dor leve é comum, mas a dor incapacitante não deve ser ignorada. A endometriose ocorre quando tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, atingindo órgãos próximos e variando conforme a região afetada.
Sinais de alerta
Dores menstruais intensas costumam gerar dificuldade para realizar atividades diárias. Entre os sinais frequentes estão cólicas fortes, dor durante o sexo, e desconforto ao urinar ou evacuar durante o período. Sangramento mais intenso e distensão abdominal também aparecem.
Nem toda mulher com endometriose enfrenta infertilidade, mas o diagnóstico precoce ajuda a preservar a saúde reprodutiva e a qualidade de vida. O acompanhamento envolve avaliação clínica, exame físico e, em alguns casos, ultrassom ou ressonância magnética.
Como ocorre o diagnóstico
O processo pode exigir exames de imagem conforme o caso. O tratamento varia com a intensidade dos sintomas e os objetivos de cada paciente, incluindo hormonioterapia, manejo da dor, ajustes no estilo de vida e, em alguns cenários, cirurgia.
Quando procurar ajuda
Dores persistentes que atrapalham a rotina devem orientar procura por atendimento médico. O diagnóstico oportuno permite tratamento adequado e redução de impactos emocionais e sociais ligados à condição.
Entre na conversa da comunidade