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Primeira confirmação de cepa mortal de gripe aviária na Austrália

Primeira confirmação de H5N1 na Austrália, com duas aves migratórias infectadas no litoral sul de Western Australia; autoridades dizem que não há mortalidade em larga escala

A brown skua. Image by Antoine Lamielle via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
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  • O vírus H5N1, altamente patogênico, foi confirmado pela primeira vez na Austrália em duas aves marinhas migratórias.
  • As aves são brown skua (Stercorarius antarcticus) e northern giant petrel (Macronectes halli), que testaram positivo e morreram.
  • Os animais foram encontrados no litoral sul de Western Australia; as espécies se reproduzem em regiões subantárticas e migram para águas mais quentes no inverno.
  • Não há evidência de mortalidade em massa na fauna australiana nem impacto atual sobre aves domésticas ou gado; autoridades continuam monitorando.
  • O governo federal destinou A$ 11,2 milhões para ampliar a preparação, mas especialistas contestam se é suficiente para proteger espécies em risco.

A confirmação de uma cepa mortal de gripe aviária chegou à Austrália pela primeira vez. O vírus H5N1 foi detectado em duas aves marinhas migratórias na costa sul de Western Australia, ambas já mortas. As aves, um brown skua e um northern giant petrel, foram diagnosticadas como portadoras da cepa de alta patogenicidade.

Os animais foram encontrados durante o inverno polar, quando essas espécies migram para águas mais quentes em direção ao norte. A disseminação do vírus já havia sido registrada em diversos continentes, atingindo centenas de espécies de aves e mais de uma centena de mamíferos.

Segundo a ministra da Agricultura, Julie Collins, não há evidências de mortalidade em massa na fauna australiana nem impacto atual sobre aves domésticas, gado ou produção avícola. Autoridades enfatizam vigilância contínua e monitoramento de saúde animal.

A Grã-Bretanha e a União Europeia também observaram surtos de H5N1; a situação australiana é acompanhada com cautela por órgãos federais e locais. A origem exata do surto na Austrália permanece sob investigação, com foco em rotas migratórias.

A Organização das Nações Unidas aponta que, até março de 2026, o vírus já infectou mais de 560 espécies de aves silvestres e mais de 100 espécies de mamíferos. Especialistas destacam o risco de transmissão entre espécies selvagens e domésticas.

A BirdLife Australia comunicou que o momento é crítico para a fauna local, alertando para a necessidade de proteção de espécies expostas. A entidade reforçou que a gravidade da doença pode exigir ações de longo prazo para a conservação de aves.

O governo federal destinou 11,2 milhões de dólares australianos para ampliar a preparação de espécies nativas mais vulneráveis. Parlamentares e organizações de defesa de animais pedem investimentos adicionais em veterinária, vigilância e resposta rápida.

Especialistas ouvidos ressaltam que, embora o vírus seja comum entre seus hospedeiros naturais, o manejo inadequado de aves domésticas pode aumentar o risco de mutações e retorno para aves selvagens. A vigilância continua como prioridade.

O caso em WA marca o primeiro registro oficial da cepa no continente australiano. Autoridades reforçam que não houve confirmação de transmissão para humanos ou para atividades agrícolas até o momento.

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