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Calor extremo deve dobrar internações nos EUA até 2040, aponta estudo

Estudo prevê duplicação das internações por calor até 2040 nos EUA e custo anual em saúde acima de $1 bn, atingindo principalmente idosos e populações vulneráveis

Paramedics from Phoenix fire station 18 transport a resident to the hospital during a heat wave in Phoenix, Arizona, on 20 July 2023.
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  • Estudo publicado na GeoHealth projeta que internações e atendimentos por calor devem crescer de cerca de 109 mil por ano para até 237 mil até 2040.
  • Os custos anuais com condições relacionadas ao calor devem quase dobrar, chegando a mais de US$ 1 bilhão.
  • As áreas da Califórnia e Las Vegas devem registrar o maior total de problemas de saúde ligados ao calor; regiões menos acostumadas ao calor extremo também devem sofrer mais.
  • Idosos, pessoas com condições de saúde existentes e fatores econômicos e de políticas públicas ajudam a definir quem enfrenta mais impactos.
  • O verão tende a ser mais quente, com março já registrando recordes, e há riscos de incêndios florestais em várias regiões.

Os impactos futuros de calor extremo nos Estados Unidos devem piorar significativamente, segundo um estudo recente. A pesquisa estima que, até 2040, as hospitalizações e visitas a pronto-socorros por calor poderão triplicar ou mais, saindo de cerca de 109 mil casos anuais para até 237 mil.

Os autores, Vivek Shandas (Portland State University) e Stephan Brown (CAPA Strategies), analisaram 53 grandes áreas metropolitanas dos EUA sob diferentes cenários de emissões. O resultado aponta que não haverá queda uniforme de casos: Califórnia e áreas de Las Vegas devem registrar o maior total de problemas de saúde relacionados ao calor, enquanto regiões menos acostumadas a altas temperaturas, como o nordeste e o vale do Ohio, podem sofrer impactos mais severos por evento extremo.

O aumento de internações deve impactar também os custos de saúde. A projeção do estudo aponta que gastos anuais com condições ligadas ao calor podem ir além de US$ 1 bilhão até 2040, impulsionados pela elevação de visitas a emergências e internações.

Além disso, o estudo destaca que os efeitos não atingirão apenas quem vive em áreas mais quentes. Pessoas idosas e com condições pré-existentes enfrentam maior risco, especialmente em casas com má ventilação e sem ar-condicionado ou com dificuldades para arcar com o consumo de energia.

O panorama é ainda moldado por fatores econômicos e políticas públicas. A pesquisa ressalta que o custo social do calor extremo tende a aumentar nos próximos 15 anos, e que várias regiões já demonstram pouca preparação para ondas de calor mais intensas.

Dados atuais sobre energia indicam pressão adicional para famílias com orçamento apertado. Um relatório recente aponta que a média de gasto com eletricidade pode chegar a quase US$ 800 neste verão, elevando o peso de contas de energia sobre famílias de baixa renda e influenciando decisões sobre uso de ar condicionado.

Especialistas alertam que o calor extremo não é apenas uma questão climática, mas de vulnerabilidade social. A necessidade de infraestrutura de proteção, acesso a refrigeração e políticas públicas eficientes se intensifica à medida que as ondas de calor se tornam mais frequentes.

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