- Especialistas e ex-funcionários da CDC pedem que a gestão Trump abandone o plano de abrir um centro de quarentena e tratamento para Ebola, em Kenya, para americanos.
- Equipes de resposta americanas teriam desembarcado no sábado no aeroporto de Laikipia, enquanto o governo de Kenya e os EUA seguem adiante com a iniciativa.
- O plano prevê uma unidade de cinqüenta leitos em base de campo; pacientes teriam acesso a medicamentos e suporte respiratório básico, com casos mais graves encaminhados a hospitais na Europa.
- Oposição de líderes médicos e do sindicato dos trabalhadores da CDC sustenta que evacuar americanos para tratamento nos EUA é uma prática já adotada em respostas anteriores e que manter centro apenas para americanos é incomum.
- Não está claro se kenyanos ou outros trabalhadores da resposta teriam acesso ao centro, nem se todos os americanos expostos precisariam de quarentena; autoridades não ofereceram respostas definitivas.
O plano de criar um centro de quarentena e tratamento para Ebola direcionado apenas a americanos foi alvo de críticas de ex-funcionários de alto escalão dos EUA e de especialistas. A proposta envolve estabelecer uma unidade de 50 leitos em uma base aérea no Quênia para atender cidadãos norte-americanos, com atendimento medicamentoso e suporte respiratório básico, enquanto casos mais graves seriam encaminhados a hospitais na Europa.
questiona-se se a decisão favorece padrões éticos, legais e clínicos. Ex-funcionários, incluindo ex-diretores da CDC, afirmam que a medida contraria as bases históricas de resposta a surtos e discutem caminhos alternativos baseados em evacuação para tratamento nos EUA e apoio a profissionais de saúde em campo.
O primeiro grupo de respondentes americanos chegou ao país neste fim de semana, com operações de logística e distribuição de suprimentos iniciadas no aeroporto de Laikipia. A iniciativa ocorre após uma ordem judicial queniana inicial ter sido contestada, mas mantida em andamento pelas autoridades dos dois países.
Especialistas ouvidos pela reportagem ressaltam que a evacuação de pacientes de alto risco para instalações já estabelecidas nos EUA, com bioterminais apropriados, pode evitar lacunas operacionais. Eles citam experiências anteriores da resposta de 2014, quando uma rede de hospitais dos EUA atuou para tratamento de profissionais de saúde de várias nacionalidades.
A liderança sindical dos trabalhadores da CDC critica a decisão, dizendo que excluir a assistência a outros respondentes complicaria a resposta global. O sindicato afirma que o governo tem obrigação de manter padrões de apoio que já vigoraram em administrações anteriores.
Não há esclarecimento público sobre se o centro no Quênia seria acessível a quenianos ou a outros profissionais envolvidos no combate à epidemia, nem sobre a obrigatoriedade de quarentena para todos os americanos na equipa ou apenas para os expostos de alto risco. Autoridades relevantes não comentaram o assunto.
Há dúvidas também sobre o que aconteceria com pacientes norte-americanos em quarentena que necessitassem de atendimento médico não relacionado à Ebola. Analistas questionam a logística de encaminhamento para hospitais quenianos com possíveis barreiras de tratamento.
Alguns especialistas afirmam que barreiras fronteiriças não impedem a disseminação de doenças e defendem medidas de monitoramento de exposições e preparação de profissionais de saúde como alternativas mais eficazes. Eles ressaltam ainda a importância da cooperação internacional na contenção de surtos.
A situação levanta questões sobre a participação dos países europeus na gestão de casos graves e sobre a coordenação com organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde, em um contexto de resposta global a emergências.
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