- O surto de Ebola na República Democrática do Congo já matou ao menos 200 pessoas até o momento.
- Mais de 900 casos suspeitos foram registrados em 11 zonas de saúde de três províncias do leste, conforme o Ministério da Saúde.
- As mortes suspeitas chegaram a 210 até 23 de maio, segundo dados regionais.
- A violência e o enfraquecimento dos sistemas de vigilância dificultam a resposta, com ataques a centros de tratamento e fuga de profissionais de saúde.
- A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de interesse internacional em 17 de maio; a cepa Bundibugyo não tem vacinas ou tratamentos aprovados.
O surto de Ebola na República Democrática do Congo já provocou mais de 200 mortes, segundo dados oficiais. O registro de casos ocorre em meio a conflitos e violência na região leste, o que dificulta a resposta sanitária. A doença avança apesar das ações de vigilância.
Mais de 900 casos suspeitos foram identificados em 11 zonas de saúde que abrangem três províncias do leste do país, conforme o Ministério da Saúde. A contagem aponta 210 mortes suspeitas até 23 de maio.
A violência local está prejudicando o rastreamento de contatos e a resposta de saúde, além de levar profissionais a fugirem. O Ministério relata que apenas cerca de 20% dos contatos foram acompanhados em um dia.
Contexto regional
Moradores invadiram um hospital em Mongbwalu, no final de semana, após recusa de liberação de corpos por risco de infecção. Em Ituri, tendas de tratamento chegaram a ser incendiadas e pacientes escaparam de centros.
Ministros de saúde de países vizinhos destacaram o risco de transmissão por fronteiras abertas, corredores de mineração e grandes deslocamentos. A região depende de cooperação para impedir a propagação regional.
Desdobramentos internacionais
A OMS classificou a situação como emergência de saúde pública de interesse internacional em 17 de maio. Uganda confirmou cinco casos ligados ao surto, reforçando a mobilidade regional como fator de transmissão.
Casos fora do Congo incluem um paciente americano que recebeu tratamento na Alemanha após contrair a doença cuidando de pacientes no Congo. Contatos de alto risco também foram encaminhados à Alemanha e à República Tcheca.
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