- Brasília sediou a Sessão de Aprendizagem Presencial para Lideranças do projeto Saúde em Nossas Mãos, nesta quinta-feira, 14, reunindo gestores de hospitais públicos do país.
- O encontro faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS) e visa fortalecer a segurança do paciente e a qualificação da assistência nas UTIs.
- O projeto busca reduzir infecções relacionadas à assistência à saúde em UTIs adulto, pediátricas e neonatais, com foco em IPCSL, PAV e ITU-AC.
- Atualmente existem 276 UTIs envolvidas, em 275 hospitais, distribuídos por 194 municípios, totalizando mais de 3,4 mil leitos.
- Nos triênios recentes, o projeto aponta redução de 33% nas infecções monitoradas, 2.581 infecções evitadas, 868 vidas salvas e economia estimada de R$ 210 milhões para o SUS (período 2024-2026).
Brasília sedia encontro nacional sobre segurança do paciente em UTIs do SUS, reunindo gestores de hospitais públicos para debater prevenção de infecções e qualificação da assistência. A Sessão de Aprendizagem Presencial (SAP) para Lideranças integra o projeto Saúde em Nossas Mãos, do PROADI-SUS.
Gestores de diferentes regiões acompanharam a abertura do encontro, que envolve 279 hospitais públicos. O objetivo é reduzir infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) em UTIs adulto, pediátricas e neonatais, com foco em IPCSL, PAV e ITU-AC.
Participantes representaram a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES). Luisa Rayane Silva Bezerra Frazão, coordenadora-geral da Atenção Hospitalar, e Amanda Carolina Felix Cavalcante de Abreu, coordenadora-geral de Projetos da área, compuseram a delegação presente.
Lide
Ao abrir as atividades, Frazão destacou a importância da liderança hospitalar para a continuidade das ações, afirmando que a assistência não avança sem o entendimento institucional sobre a relevância dos projetos. A enfermeira também reforçou o papel da categoria na segurança do paciente.
Cavalcante de Abreu mencionou os resultados e impactos do Saúde em Nossas Mãos na gestão hospitalar. Ela enfatizou que reduzir infecções evitáveis traz benefícios diretos à vida dos pacientes e retorno financeiro ao SUS.
A coordenadora-geral Claudia Garcia apresentou a abrangência nacional do projeto, com 276 UTIs envolvidas em 275 hospitais de 194 municípios. Ao todo, o programa soma mais de 3,4 mil leitos sob gestão direta.
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Garcia explicou que as ações visam prevenir infecções relacionadas à assistência à saúde e proteger equipes de saúde. A líder destacou que segurança do paciente também depende da proteção da força de trabalho que atua diariamente.
Ainda segundo ela, a iniciativa tem promovido redução de custos relacionados a infecções e melhoria na qualidade do cuidado ofertado aos pacientes. Os efeitos são acompanhados de perto ao longo do tempo pelos gestores.
Ao longo do dia, foram promovidos espaços de diálogo e troca de experiências. Debates roam sobre impactos clínicos e financeiros, desafios da liderança e alinhamento de prioridades para os próximos meses.
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O projeto Saúde em Nossas Mãos foi criado em 2017 por seis hospitais do PROADI-SUS, em parceria com o Ministério da Saúde, Conass, Conasems e Anvisa. O objetivo é reduzir IRAS em UTIs e melhorar a segurança do paciente no SUS.
Desde o início, a iniciativa já evitou mais de 17 mil infecções. No triênio 2024-2026, os resultados parciais apontam queda de 33% nas infecções monitoradas, com 2.581 casos evitados e 868 vidas salvas. A economia estimada é de cerca de R$ 210 milhões.
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