- Navio de cruzeiro que partiu da Argentina para Cabo Verde registrou surto de hantavirose; até 8 de maio, cinco casos confirmados e três mortes, sem registro de brasileiro entre os casos.
- A Organização Mundial da Saúde afirma que o cenário não indica início de uma nova pandemia; a transmissão entre pessoas é rara, não se dissemina com o mesmo ritmo do coronavírus.
- No Brasil, a hantavirose é conhecida desde 1993; a infecção costuma causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, com início de febre e dores e evolução para quadro grave.
- Entre 2013 e 2026, houve variação anual de casos, com 7 casos registrados em 2026 até o momento; a região Sul concentra a maioria das ocorrências.
- Ao todo, 16 estados já registraram casos: Pará, Rondônia, Amazonas, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Maranhão, Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. Fonte: boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.
A hantavirose voltou às manchetes após um surto ligado a um cruzeiro que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Até 08/05, oito casos eram suspeitos e cinco foram confirmados; três pessoas morreram, mas apenas uma morte foi associada à hantavirose.
Passageiros de diversas nacionalidades estavam a bordo, vindos de Reino Unido, África do Sul, Estados Unidos e Holanda. Não há registro de brasileiros entre os casos até o momento.
Não é um risco mundial elevado: a OMS afirma que não há cenário de pandemia. A hantavirose é zoonose viral, transmitida por roedores. A transmissão entre pessoas é rara, dificultando disseminação global.
No Brasil, a hantavirose atua principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH). O vírus é excretado por roedores; o diagnóstico situa-se via sorologia pelo SUS, com letalidade de cerca de 46%.
Casos no Brasil vêm aumentando com fatores ambientais: desmatamento, proliferação de roedores e expansão urbana sobre áreas naturais. A doença costuma surgir entre uma e cinco semanas após o contato.
Variações anuais indicam sazonalidade regional. Em 2013 houve 135 casos, com maior concentração no Sul e Centro-Oeste; em 2023 foram 66 casos, predominando no Sul. Em 2026, registraram-se 7 casos até o momento.
Região Sul concentra a maioria dos casos no país. Em outras regiões, as ocorrências acompanham o ciclo de roedores, com maior frequência em áreas rurais ligadas à agricultura. Ao todo, 16 estados já registraram hantavirose.
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