- O governo federal intensificou a resposta à emergência de chikungunya em Dourados (MS) com força-tarefa interministerial que integra saúde, assistência, defesa civil e logística, com foco nas comunidades indígenas.
- Recursos emergenciais aprovados totalizam mais de R$ 3,1 milhões para o município, incluindo R$ 1,3 milhão para socorro e assistência humanitária, R$ 974,1 mil para restabelecimento e R$ 855,3 mil para vigilância e controle da doença.
- A Força Nacional do SUS mobiliza quarenta profissionais, com 26 em atuação direta, realizando 1.288 atendimentos, 68 remoções e 225 visitas domiciliares; a Fiocruz também enviou medicamentos e o Ministério da Saúde autorizou a contratação de cinquenta Agentes de Combate às Endemias.
- No controle vetorial, atuam cerca de 95 profissionais; entre 9 e 16 de março foram inspecionados 4.319 imóveis, 2.173 receberam tratamento e foram identificados 1.004 focos do Aedes aegypti; militares do Exército apoiam com 40 integrantes e cinco viaturas; 1.000 Estações Disseminadoras de Larvicidas já foram enviadas, com 150 instaladas.
- Ações para as comunidades indígenas incluem distribuição de 6 mil cestas de alimentos, ampliação do abastecimento de água em Jaguapiru e Bororó, apoio da Funai e envio de mensagens de prevenção de saúde para mais de 234 mil moradores.
O Governo do Brasil intensificou a resposta à emergência sanitária em Dourados (MS) diante do avanço da chikungunya. Uma força-tarefa interministerial atua com saúde, assistência, defesa civil e apoio logístico, priorizando comunidades indígenas. A mobilização visa ampliar vigilância, atendimento e ações de controle vetorial.
O governo federal destinou mais de R$ 3,1 milhões em recursos emergenciais. R$ 1,3 milhão, autorizados pelo MIDR, vão para socorro e assistência humanitária. Outros R$ 974,1 mil serão usados para restabelecimento, limpeza urbana e destinação de resíduos. O Ministério da Saúde repassou R$ 855,3 mil para vigilância e controle da doença.
A atuação, em curso desde meados de março, é coordenada pela Saúde com apoio da Força Nacional do SUS, que reforça equipes assistenciais e vigilância. A força mantém 40 profissionais, realiza atendimentos clínicos e visitas domiciliares, inclusive em áreas indígenas, Dourados e Itaporã.
A Fiocruz enviou medicamentos para tratamento da dor, atendendo à epidemia local. O Ministério da Saúde autorizou a contratação emergencial de 50 Agentes de Combate às Endemias (ACEs); 20 já trabalham e 30 seguem em capacitação. A ação amplia a vigilância e o combate ao vetor.
No campo do controle vetorial, cerca de 95 profissionais atuam com inspeção de imóveis e aplicação de ações de bloqueio com UBV. Between 9 e 16 de março, 4.319 imóveis foram inspecionados, 2.173 receberam tratamento e 1.004 focos do Aedes foram identificados.
Apoio logístico e defesa civil
O Ministério da Defesa aposta em apoio técnico e operacional com 40 militares e cinco viaturas no território. Estações disseminadoras de larvicidas (EDLs) devem ampliar o combate ao vetor; 1.000 unidades foram enviadas, com 150 instaladas já.
A Fundação Oswaldo Cruz e o governo mantêm ações de apoio a comunidades indígenas, com 6 mil cestas de alimentos previstas entre abril e junho. A rede pública de água deve ser ampliada nas aldeias Jaguapiru e Bororó para melhorar saneamento.
Cenário epidemiológico
Até 2 de abril, havia 2.812 notificações de chikungunya na região, com 1.198 casos confirmados. A maior concentração ocorre entre comunidades indígenas, com 822 confirmações (68,6% do total). Cinco óbitos foram registrados entre indígenas em Dourados.
A coordenação da resposta envolve Saúde, Povos Indígenas, Integração e Desenvolvimento Regional, Defesa, Desenvolvimento Social, Funai e DSEI-MS, com apoio logístico e 210 AIS e 150 AISAN. Também haverá capacitação e protocolos clínicos padronizados, além de mensagens de prevenção via WhatsApp para mais de 234 mil moradores.
Entre na conversa da comunidade