- Uma em cada três pessoas no Brasil não tem motivação para levantar da cama, segundo pesquisa com 1.355 pessoas de todas as regiões e classes sociais.
- O estudo, realizado pela Quiddity, aponta um “estado de defesa otimista”: combinação de esperança e esgotamento no início de 2026.
- Entre os sentimentos, a ansiedade aparece em quarenta e três por cento, seguida de gratidão (39%), alegria (32%), exaustão (33%) e desânimo (28%).
- Mesmo com pessimismo em relação ao país, oitenta e cinco por cento acreditam que a vida financeira vai melhorar em 2026 e 78% esperam um ano melhor que 2025; apenas 34% confiam no futuro do Brasil.
- O estudo aborda a infoxicação e o “descanso do militante”: quarenta por cento não têm com quem conversar e 45% trabalham sob sobrecarga, levando a uma erosão silenciosa do convívio social.
Um estudo inédito traça um retrato de exaustão entre os brasileiros. A pesquisa Tensões Culturais 2026, da Quiddity, ouviu 1.355 pessoas entre 18 e 64 anos, de todas as regiões e classes sociais. O resultado aponta que 1 em cada 3 não sente motivação para levantar da cama.
O levantamento descreve um “estado de defesa otimista”: esperança aliada ao cansaço. O sentimento dominante é a ansiedade, presente em 43% dos entrevistados, seguido de gratidão (39%), alegria (32%), exaustão (33%) e desânimo (28%).
A leitura sugere que o otimismo funciona como estratégia de sobrevivência. Para a Quiddity, por trás da resiliência existe custo, com a normalização do caos e pressão emocional significativas.
O que os números revelam
O estudo mostra uma dicotomia entre plano individual e coletivo. Confiantes no próprio futuro financeiro, 85% esperam melhoria em 2026 e 78% acreditam que o próximo ano será melhor que o anterior. Já apenas 34% confiam no futuro do Brasil.
Essa distância explica o foco na esfera pessoal. A positividade aparece onde o indivíduo sente controle, diante de um ambiente externo considerado desgastante.
Impactos no comportamento social
A pesquisa detalha a chamada infoxicação, com excesso de estímulos e notificações. Em resposta, muitos adotam o que o estudo chama de “descanso do militante”: priorizam a saúde mental e reduzem debates públicos.
Quatro em cada dez brasileiros dizem não ter com quem conversar, enquanto 45% vivem sob sobrecarga constante, o que dificulta encontros presenciais.
Desenfoque e oportunidades para marcas
Especialista da Untold| afirma que a reputação corporativa é hoje um ativo sensível. Ignorar o cansaço emocional do consumidor pode afastar stakeholders. As pessoas querem ser acompanhadas, não apenas orientadas.
Segundo ele, o consumidor de 2026 busca ações concretas que ajudem a navegar o cotidiano complexo. Caminhar junto é a orientação apontada para marcas e líderes.
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