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Rede completa de nervos clitorianos mapeada pela primeira vez

Mapeamento 3D das nervuras do clitóris revela trajeto até a glande, corrige entendimentos anteriores e pode melhorar resultados de cirurgias pélvicas femininas

3D printed model of the clitoris based on the work of Ju Young Lee. Yellow structures are the nerves. Green and purple are erectile tissue. Red and blue are arteries and veins.
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  • Mapeamento 3D revelou o trajeto de cinco nervos complexos que percorrem o clitóris, com largura de até 0,7 mm.
  • O estudo utilizou raios X de alta energia em dois pelves femininos doados e foi publicado em bioRxiv, sem avaliação por pares até o momento.
  • Nervos alcançam o mons pubis, o capuz do clitóris e as pregas da vulva, sendo a glande responsável por cerca de dez por cento do órgão.
  • O nervo dorsal não diminui ao chegar à glande, contrariando estudos anteriores.
  • A pesquisa pode orientar cirurgias de reconstrução após mutilação genital feminina e outras intervenções ginecológicas.

O primeiro mapa tridimensional dos nervos do clitóris foi concluído, ampliando o conhecimento sobre um dos órgãos menos estudados do corpo humano. A equipe revela a complexa rede nervosa que sustenta o prazer sexual, com detalhes inéditos em 3D.

A pesquisa foca na anatomia sensorial feminina. Ju Young Lee, associada de pesquisa no Amsterdam University Medical Center, liderou as escaneações com raios-X de alta energia em dois pelvis humanos doados para estudo. Os resultados aparecem em uma pré-impressão ainda não revisada por pares.

As imagens mostram que os nervos se estendem além do que se pensava, alcançando o mons pubis, o capuz clitoral e as dobras da vulva. A porção glans, o ápice sensível do clitóris, recebe ramos terminais visíveis apenas nas imagens de alta resolução.

Segundo a pesquisadora, este é o primeiro mapeamento 3D completo da glândula clitoriana. As descobertas questionam parte do que se acreditava sobre a dorsal do clitóris à medida que se aproxima da glans e ajudam a entender melhor os mecanismos sensoriais.

O estudo ajuda a esclarecer implicações clínicas. A partir de dados, médicos podem aprimorar cirurgias pélvicas, incluindo reconstruções após mutilação genital feminina e procedimentos de vulva, com foco na preservação da função sexual.

Também traz potencial para áreas como cirurgia de câncer vulvar, cirurgia de afirmação de gênero e procedimentos estéticos, como a labioplastia, que têm mostrado crescimento em frequência nos últimos anos.

A pesquisadora principal destacou o interesse em abrir uma exposição sobre o clitóris no Amsterdam University Medical Center, para ampliar o conhecimento público sobre o tema, inspirado em museus similares existentes em outras cidades.

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