- O Ministério da Saúde liberou R$ 900 mil em aporte emergencial para ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na região da Grande Dourados (MS), transferidos em parcela única ao fundo municipal.
- Os recursos apoiam estratégias como vigilância em saúde, controle do mosquito Aedes aegypti e qualificação da assistência, somando-se a ações já em curso, como a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs).
- Até o momento, 150 das 300 unidades enviadas de Campo Grande (MS) já foram instaladas nos bairros Jóquei Clube, Santa Felicidade e Santa Fé; as próximas áreas a serem atendidas são Novo Horizonte/Parque do Lago e Piratininga.
- Em território indígena, houve busca ativa com 106 atendimentos domiciliares nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com atuação conjunta de Força Nacional do SUS e Sesai; desde 18 de março, são 34 profissionais mobilizados.
- Foi instalada uma Sala de Situação no Ministério da Saúde para coordenar ações federais; também há contratação emergencial de 20 Agentes de Combate a Endemias, em parceria com a AgSUS, para ampliar a força de trabalho no território.
O Ministério da Saúde liberou 900 mil reais em aporte emergencial para ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na região da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul. O recurso será transferido em parcela única do Fundo Nacional de Saúde ao fundo municipal, para acelerar a execução.
A medida complementa ações já em andamento, como a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs). As armadilhas atraem o mosquito Aedes aegypti e disseminam o larvicida ao encontrar criadouros.
Das 300 unidades enviadas inicialmente de Campo Grande, 150 já foram instaladas nos bairros Jóquei Clube, Santa Felicidade e Santa Fé. As equipes seguirão para Novo Horizonte/Parque do Lago e Piratininga.
Lívia Vinhal, coordenadora-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério, afirmou que a estratégia faz parte de um plano maior de controle vetorial. Ela ressaltou a importância da participação da população para eliminar criadouros.
Antes da implantação, agentes municipais passaram por capacitação com técnicos da CGARB, com foco no uso de novas tecnologias de controle vetorial. A preparação busca ampliar a efetividade das ações em campo.
Busca ativa em territórios indígenas
Em Dourados, a busca ativa inclui atendimento domiciliar em aldeias Jaguapirú e Bororó, realizada pela FN-SUS em parceria com a Sesai. Foram atendidas 106 pessoas até o momento.
Rodrigo Stabeli, diretor da Força Nacional do SUS, destacou a necessidade de atuação integrada para alcançar comunidades que não procuram atendimento e evitar casos graves.
Estrutura de coordination
Foi instalada uma Sala de Situação no Ministério da Saúde para coordenar ações federais, com previsão de levar a estrutura para o território. A gestão envolve áreas técnicas, gestores estaduais e municipais e outros órgãos.
Desde início de março, mais de 2,2 mil residências foram visitadas nas aldeias da região. As ações incluem mutirões de limpeza, eliminação de criadouros, aplicação de larvicidas e inseticidas, além de apoio de unidade móvel da Ebserh.
Agentes de Combate a Endemias (ACE) foram autorizados, em caráter emergencial, para atuação ampliada no território, com contratação temporária via CLT. A expectativa é que os novos profissionais estejam em atuação nas próximas semanas.
Desde 18 de março, a FN-SUS atua em Dourados com 34 profissionais mobilizados entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, com foco nas áreas mais atingidas. O conjunto de ações envolve Sesai, SVSA, DSEI-MS, Defesa Civil estadual, Ebserh e Força Nacional do SUS.
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