Em Alta NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ministério da Saúde consolida ações para mulheres no SUS

Ministérios lançam estratégias de cuidado integral, proteção e campanhas nacionais para a saúde da mulher no SUS, com foco em prevenção de violência e menopausa

Foto: Zeca Miranda/MS
0:00
Carregando...
0:00
  • O Ministério da Saúde e o Ministério das Mulheres apresentaram, em Brasília, estratégias de cuidado integral e proteção às mulheres no SUS durante o II Fórum Nacional de Mulheres na Saúde.
  • Entre as ações, há curso autoinstrucional do Programa Dignidade Menstrual, em parceria com UNA-SUS, Abefaco, UFPE, UFES e validado pelo UNFPA.
  • Foi lançado o Manual de Atenção às Mulheres na Transição Menopausal e Perimenopausa, desenvolvido com Fiocruz e Febrasgo, voltado à atenção primária com abordagem centrada na pessoa e base evidencial.
  • Também foi anunciada a Campanha Alerta Lilás, com foco na prevenção e enfrentamento à violência, incluindo materiais sobre a Lei Maria da Penha e capacitação de profissionais.
  • O Fórum reforça a atuação do governo na promoção da saúde da mulher, destacando o Dignidade Menstrual, ações de acolhimento e a ampliação de acessos, como a meta de distribuir 1,8 milhão unidades de Implanon até o fim de 2026.

O Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Mulheres, anunciou, nesta sexta-feira, 27, em Brasília (DF), um conjunto de estratégias para o cuidado integral e a proteção às mulheres no SUS. As ações incluem cursos, manuais e campanhas nacionais voltadas à centralidade da saúde feminina e ao enfrentamento à violência de gênero.

O anúncio ocorreu durante o II Fórum Nacional de Mulheres na Saúde, que reuniu movimentos sociais, especialistas, gestoras e referências estaduais. As informações foram apresentadas pelo governo federal para ampliar o acesso, o acolhimento e a orientação junto aos serviços de saúde.

Entre os destaques, está o curso autoinstrucional do Programa Dignidade Menstrual, voltado a profissionais de saúde, assistência social, sistema prisional, lideranças comunitárias e demais interessados. A iniciativa é realizada em parceria com a UNA-SUS, Abefaco e as UFPE e UFES, com validação do UNFPA.

O Programa Dignidade Menstrual representa um marco para a assistência integrada, segundo Úrsula Maschette, da coordenação de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde. O curso busca ampliar o entendimento sobre a pauta além da disponibilidade de recursos, promovendo acolhimento e orientação.

Também foi lançado o Manual de Atenção às Mulheres na Transição Menopausal e Perimenopausa, criado com a Fiocruz e a Febrasgo. O guia orienta a atenção primária com foco na pessoa, evidências e atuação multiprofissional, com uso criterioso de terapias.

Mariana Seabra, coordenadora de Saúde da Mulher, ressaltou que o manual reforça o compromisso do governo com o cuidado integral, ampliando o foco para além da reprodução. A publicação atende à transição menopausal e perimenopausa, preservando a qualidade do atendimento.

Durante o evento, foi apresentada a Campanha Alerta Lilás, promovida pelo Ministério Público de Minas Gerais. A iniciativa visa prevenção e enfrentamento à violência, com materiais sobre a Lei Maria da Penha e capacitação de profissionais com perspectiva de gênero.

Fórum de Mulheres na Saúde

O II Fórum Nacional de Mulheres na Saúde funciona como estratégia permanente para ampliar a participação social na formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas de saúde feminina. O encontro aborda saúde sexual e reprodutiva, parto, menopausa, violência de gênero, saúde mental e prevenção de cânceres femininos.

A segunda edição destacou ações de promoção dos direitos das mulheres e ampliação do acesso à saúde, como o Programa Dignidade Menstrual. Desde 2024, a iniciativa já beneficiou 2,8 milhões de mulheres e meninas, com a distribuição de 422 milhões de absorventes.

Além disso, a estratégia federal inclui a Rede Alyne, voltada à atenção materna e infantil, e as Salas Lilás, que acolhem mulheres vítimas de violência. Também está prevista a ampliação de métodos contraceptivos, com a meta de distribuir 1,8 milhão de unidades de Implanon até o fim de 2026.

Em âmbito internacional, o Brasil solicitou à Organização Mundial de Saúde a inclusão do CID de feminicídio para qualificação de dados e políticas públicas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais