- A satisfação com o NHS subiu pela primeira vez desde 2019, de 21% para 26%, enquanto a insatisfação caiu 8%.
- Ainda assim, a população continua frustrada com longas esperas para atendimento em GP, pronto-socorro ou hospitalar; 66% não aprovam o tempo de espera em pronto-socorro, 63% em atendimento hospitalar e 58% para consulta com médicos de family medicine.
- A aprovação por áreas aponta: 22% satisfeitos com atendimento de emergência (A&E) e odontologia; 36% satisfeitos com serviços de GP; 37% com atendimento hospitalar; satisfação geral com a qualidade do cuidado em 50%; apenas 16% acreditam que vai melhorar nos próximos cinco anos.
- A pesquisa britânica de atitudes sociais (British Social Attitudes) ouviu 3.400 pessoas na Inglaterra, Escócia e País de Gales; especialistas alertam que os números refletem melhorias frágeis.
- O governo planeja iniciar um «programa de recuperação intensivа» para cinco distritos de saúde com pior desempenho, com ações que incluem substituição de gestores e fusões, a partir do mês que vem.
A satisfação pública com o NHS aumentou pela primeira vez desde 2019, segundo a mais recente pesquisa de Atitudes Sociais Britânicas. A parcela de eleitores que aprovam a forma como o NHS é gerido subiu de 21% para 26%, enquanto a desaprovação caiu 8%, ainda elevada em 51%.
Especialistas lembram que o recuo da insatisfação não sinaliza, por si só, uma guinada definitiva. A sondagem, com 3.400 pessoas em Inglaterra, Escócia e País de Gales, aponta apenas melhorias frágeis 21 meses após o ingresso do Labour no poder.
A pesquisa também mostra nuance nas avaliações: apenas 22% aprovam o atendimento de emergência e serviços de odontologia, enquanto 36% aprovam o atendimento de GP e 37% aprovam o atendimento hospitalar. A avaliação geral da qualidade do cuidado é de 50%.
No aspecto de esperança de melhoria, apenas 16% acreditam que o NHS vai melhorar nos próximos cinco anos, e a aprovação em cuidados sociais fica em 14%. Os atrasos no acesso continuam a provocar descontentamento significativo entre o público.
Além disso, 66% estão insatisfeitos com o tempo de espera na emergência, 63% com o atendimento hospitalar e 58% com a marcação de consultas com o GP. Somente 14% aprovam os tempos de espera na urgência.
Planos de melhoria e ações do governo
Lideranças do NHS sinalizam que o levantamento traz sinais de recuperação, mas com cautela. Para o governo, o crescimento na aprovação é visto como resultado de investimentos e modernização contínuos, segundo o secretário de Saúde, Wes Streeting.
Streeting deve apresentar planos para acelerar o cuidado em cinco trusts com pior desempenho, sob um “programa intensivo de recuperação da NHS” que começa no mês que vem. A medida prevê mudanças de gestão e, em casos, fusões com trusts bem-sucedidos.
Os cinco trusts com prioridade de recuperação são North Cumbria Integrated Care, Mid and South Essex, Hull University Teaching Hospitals, Northern Lincolnshire and Goole, e East Kent Hospitals. As autoridades afirmam que o objetivo é reduzir o backlog de atendimento.
Especialistas de think tanks, como The King’s Fund e Nuffield Trust, destacam que as melhorias permanecem incipientes e que a percepção pública ainda é de grande frustração com a demora do atendimento.
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