- A Lei de Cuidados Acessíveis (ACA) cobre colonoscopias de prevenção para maiores de 45 anos, mas jovens com sintomas costumam enfrentar dificuldades para obter cobertura diagnóstica.
- Pesquisas mostram aumento de câncer de cólon entre pessoas com 20 a 39 anos, o que eleva a preocupação com diagnóstico precoce e acesso a exames.
- Um homem de 35 anos nos EUA relatou que a colonoscopia, inicialmente aprovada, foi posteriormente reprovada pela seguradora como teste diagnóstico, gerando custo de cerca de R$ 2 mil.
- Especialistas destacam que o processo de aprovação para diagnósticos pode ser demorado e que muitos pacientes passam por várias consultas sem avaliação adequada.
- Autoridades e pesquisadores discutem se a idade de rastreamento deveria ser reduzida e sugerem opções como tests de fezes (Cologuard) para acelerar diagnóstico em jovens com sintomas.
O número de casos de câncer de cólon cresceu entre brasileiros e estrangeiros jovens, elevando a preocupação com a detecção precoce. Nos EUA, adultos com menos de 45 anos enfrentam dificuldades para obter cobertura de colonoscopias quando apresentam sintomas, mesmo com a necessidade clínica.
A Affordable Care Act (ACA) exige que planos de saúde cubram colonoscopias para pessoas acima de 45, conforme recomendação da US Preventive Services Task Force. Contudo, pacientes com menos de 45 anos costumam ter o exame classificado como diagnóstico, o que nem sempre é coberto.
Dominick, 35 anos da Flórida, relatou que a colonoscopia recomendada por médico inicialmente foi autorizada pela seguradora, mas só três horas antes do procedimento houve a recusa por ser diagnóstico. O custo foi de cerca de 2 mil dólares.
O caso dele terminou com o diagnóstico de um pólipo pré-canceroso que foi removido. O paciente precisou pagar com cartão de crédito, pois não dispunha de dinheiro no momento. Médicos costumam atribuir os sintomas à hemorróidas ou parto recente.
Especialistas destacam que o processo de aprovação para diagnósticos pode ser demorado. A pesquisadora Caitlin Murphy afirma que muitos pacientes passam por diferentes médicos sem avaliação adequada, gerando loops de encaminhamento.
Desafios de cobertura
Murphy e a epidemiologista Rebecca Siegel, da American Cancer Society, apontam a diferença entre prevenção e diagnóstico como fator-chave. A mudança da idade de rastreamento para 45 anos ocorreu nos últimos anos, enfrentando resistência na época.
Dados recentes indicam que o diagnóstico precoce tende a aumentar entre jovens, enquanto as taxas em pessoas com mais de 60 menos crescem. Pesquisadores ressaltam que a decisão de reduzir ainda mais a idade é complexa.
Implicações e caminhos
Especialistas sugerem que testes de fezes, como o Cologuard, possam acelerar diagnósticos em jovens com sintomas. A avaliação imediata para sintomas como sangramento retal é defendida como ideal, sem esperar por mudanças amplas na idade de rastreamento.
A discussão sobre causas envolve o conceito de exposome, que busca mapear exposições ao longo da vida. Pesquisadores ressaltam a necessidade de ampliar investigações sem reduzir drasticamente o foco na prevenção já estabelecida.
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