- A disseminação de meningite ligada ao Club Chemistry, em Canterbury, envolve 29 casos confirmados ou suspeitos, sendo 18 confirmados, com todos os pacientes hospitalizados e grande parte causado pela cepa MenB.
- A primeira notificação ocorreu em 13 de março; o UK Health Security Agency iniciou o rastreio de contatos e a administração de antibióticos, emitindo alerta público em 15 de março.
- Cerca de 4.800 pessoas teriam passado pelo Club Chemistry entre 5 e 7 de março, o que, segundo autoridades, ajudou a transmissão em ambiente de boate.
- Até 15 de março foram registradas mortes de pelo menos uma estudante de 18 anos, Juliette Kenny, e de uma outra estudante da University of Kent; vacina MenB começou a ser aplicada no campus.
- A resposta da University of Kent foi criticada por demora no comunicado inicial; muitos estudantes deixaram o campus e as aulas foram adiadas enquanto campanhas de vacinação se intensificavam.
O surto de meningite em Kent foi ligado a um clube noturno, levando a uma resposta de saúde pública em nível nacional. O caso mais grave envolveu Tyra Skinner, 20 anos, hospitalizada em estado crítico após apresentar febre alta, pescoço rígido e intenso sofrimento. Em viagens semanas anteriores, ela frequentou o Club Chemistry, em Canterbury.
A agência de saúde do Reino Unido confirmou 29 casos suspeitos ou confirmados, com 18 confirmação de meningite B. Todas as pessoas hospitalizadas já receberam tratamento com antibióticos. A vigilância segue para entender como o cluster se desencadeou.
Desdobramentos
Até 15 de março, morreram Juliette Kenny, 18 anos, e outro estudante da University of Kent. Autoridades relatam que atividades no clube entre 5 e 7 de março teriam exposto cerca de 4.800 pessoas. A transmissão pode ter ocorrido por proximidade, compartilhamento de vape e de bebidas.
A orientação de vacinação foi direcionada a quem esteve no Club Chemistry a partir de 5 de março. Cerca de 9.800 cursos de antibióticos e 2.360 vacinas foram aplicados em Kent, segundo a UK Health Security Agency (UKHSA).
Reação institucional
O UKHSA iniciou a rastreio de contatos assim que tomou conhecimento do primeiro caso, em 13 de março, e divulgou um alerta público em 15 de março. O proprietário do clube, Louise Jones-Roberts, foi informada da confirmação de caso entre clientes. A universidade local teve críticas quanto à velocidade de resposta inicial.
Estudantes da University of Kent passaram por mudanças na programação de exames, com relatos de atraso na comunicação institucional. Em campus, unidades de saúde mantiveram atendimento para vacinação e antibióticos, com fluxo de estudantes retornando usando máscaras.
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