- Um bebê de seis meses em São Paulo foi diagnosticado com sarampo, o primeiro caso no Brasil neste ano.
- O calendário do Sistema Único de Saúde prevê a primeira dose da tríplice viral aos doze meses e a tetra viral aos quinze meses.
- A vacinação em alta cobertura protege os bebês não vacinados pela imunidade de rebanho e reduz a transmissão da doença.
- O caso ocorreu após viagem à Bolívia, país com surto de sarampo; a vacinação adequada busca impedir importação e novos surtos.
- No ano passado, 92,5% dos bebês receberam a primeira dose e 77,9% completaram o esquema na idade correta.
O caso confirmado de sarampo em uma bebê de 6 meses em São Paulo reacende o alerta sobre a importância de manter altas coberturas vacinais para proteger quem ainda não pode ser imunizado. A confirmação ocorreu na semana passada e destaca a transmissão rápida da doença, mesmo com a vacinação em curso.
A primeira dose da tríplice viral é indicada aos 12 meses pelo SUS, com a tetra viral aos 15 meses. A bebê ainda não atingiu essa idade e, segundo especialistas, a proteção do conjunto da população funciona como barreira para as crianças não vacinadas, reduzindo a circulação do vírus.
O caso também reforça a necessidade de vigilância sanitária diante de surtos no exterior. A família da bebê viajou para a Bolívia em janeiro, país que enfrenta surto de sarampo desde o ano passado. A situação externa eleva o risco de importação do vírus ao Brasil.
Cobertura vacinal como barreira
Especialistas ressaltam que a imunização em altas taxas protege os bebês menores por meio da imunidade de rebanho. A eficácia da vacina do sarampo é elevada tanto para prevenir a doença quanto para reduzir a transmissão, o que evita novos surtos.
Dados do ano anterior apontam que 92,5% dos bebês receberam a primeira dose, mas apenas 77,9% completaram o esquema no tempo recomendado. A manutenção de altas coberturas é considerada essencial para evitar transmissão comunitária.
O Brasil segue com certificado de área livre de sarampo, concedido pela OPS em 2024, devido à ausência de transmissão sustentada. O país já foi certificado em 2016, perdeu em 2019 e tem monitoramento contínuo para não retornar a surtos amplos.
Em panóptico regional, o continente americano registra preocupação com o sarampo. Até 5 de março deste ano, foram 7.145 casos confirmados em 14 países, com forte impacto em México, EUA e Guatemala. A grande maioria ocorreu entre não vacinados, principalmente crianças menores de 1 ano.
Especialistas destacam que, além de prevenir a doença, a vacinação reduz complicações graves, como pneumonia e encefalites. O sarampo pode gerar pneumonia, quadros neurológicos e, em alguns casos, decrescimento do sistema imune por meses após a infecção.
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