- MCTI e o Instituto Alana anunciam investimento total de R$ 60 milhões para pesquisas e tecnologias de diagnóstico e tratamento de endometriose, dor pélvica e saúde menstrual.
- Desse total, R$ 50 milhões serão desembolsados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio de editais de pesquisa e inovação da saúde da mulher.
- Outros R$ 10 milhões serão fornecidos pelo Instituto Alana para a criação de uma rede nacional de pesquisa em saúde da mulher.
- A iniciativa é apresentada como resposta a um problema de saúde pública, segundo a ministra Luciana Santos.
- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca que a endometriose pode afetar entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva e quer fortalecer o SUS com novas tecnologias.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Instituto Alana anunciaram hoje, em Brasília, um investimento de 60 milhões de reais para pesquisas e tecnologias voltadas ao diagnóstico e tratamento da endometriose, dor pélvica e saúde menstrual. O financiamento visa ampliar conhecimento e inovação, com foco em adolescentes e mulheres em idade fértil.
Do montante total, 50 milhões virão do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio de editais de saúde da mulher. Os 10 milhões restantes serão aportados pelo Instituto Alana, para criar uma rede nacional de pesquisa especializada no tema.
Problema de saúde pública foi destacado pelas autoridades. A ministra Luciana Santos afirmou que o aporte demonstra o compromisso do governo com a ciência como instrumento de cuidado e inclusão. A CEO do Instituto Alana ressaltou a relevância da pesquisa para o tratamento.
A endometriose é descrita pelo Ministério da Saúde como o crescimento de tecido endometrial fora do útero, gerando inflamação crônica. A prevalência estimada varia de 5% a 15% entre mulheres em idade reprodutiva, segundo dados oficiais.
O anúncio ocorreu na presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que ressaltou a necessidade de ampliar a visibilidade das doenças que afetam as mulheres. Ele defende que as pesquisas contribuam para políticas públicas mais robustas e para o SUS.
Rede nacional de pesquisa
A parceria prevê a criação de uma rede de pesquisa coordenada entre universidades, clínicas e setores públicos. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de diagnósticos precoces, tratamentos e soluções de acompanhamento para pacientes.
Impacto no atendimento
Especialistas apontam que diagnóstico precoce reduz a dor e evita agravamentos. Também pode favorecer a adesão a tratamentos adequados e melhorar a qualidade de vida de quem convive com a doença.
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